Telebrás quer R$ 1,4 bilhão do governo federal

Estatal planeja gastar esse valor até o próximo ano para colocar em vigor o Plano Nacional de Banda Larga

Karla Mendes / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2010 | 00h00

Prazo. Santanna admite que será difícil para estatal gastar R$ 600 milhões neste ano  

 

 

 

 

 

A Telebrás quer ser capitalizada em pelo menos R$ 1 bilhão para colocar em prática o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), programa do governo que pretende levar internet rápida por um preço acessível a todos os municípios do País.

Segundo Rogério Santanna, presidente da estatal, foi encaminhado ao Ministério das Comunicações pedido de orçamento no valor de R$ 1,4 bilhão para a capitalização da empresa e execução de investimentos do PNBL. A informação foi dada ontem, depois da abertura do 2º Fórum Brasil Conectado, que acontece em Brasília até amanhã.

Desse total, R$ 600 milhões serão investidos em 2010 e os outros R$ 800 milhões em 2011. Segundo Santanna, a proposta que será encaminhada ao Congresso, contudo, prevê a aprovação de R$ 400 milhões para o ano que vem, o que reduz para R$ 1 bilhão o orçamento imediato. A liberação dos outros R$ 400 milhões estará sujeita à execução do orçamento de R$ 1 bilhão.

"É difícil cumprir os R$ 600 milhões este ano", admitiu Santanna. Segundo ele, os recursos eventualmente não utilizados seriam postergados para 2011. A suplementação do orçamento deste ano, segundo ele, será encaminhada ao Congresso em outubro. Os recursos para a capitalização da estatal sairão dos cofres do Tesouro Nacional. Deve ser divulgada hoje a lista das 100 cidades que, junto com 16 capitais, serão os primeiros municípios onde será implantado o PNBL até o fim do ano. "Na quinta-feira, mostraremos a aplicação dos critérios (de definição) e a proposta das 100 cidades."

Oi. O coordenador do Programa de Inclusão Digital do governo federal, Cezar Alvarez, negou as informações que têm sido veiculadas pela imprensa de que a Oi seria a operadora do PNBL. "É evidente que a Oi, com a capacidade e a capilaridade que tem de injeção de novos recursos, tem um potencial de contribuição para a democratização das telecomunicações, em preço e qualidade, num patamar diferenciado." Ele disse, no entanto, que isso não torna a Oi a operadora do plano. Alvarez reconheceu que há "controvérsias fortes" entre as diferentes empresas, mas disse que há espaço para estabelecer um patamar de diálogo.

Abrangência

100 cidades devem ser anunciadas hoje para receber o plano de banda larga até

o fim do ano

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