Telecom Italia diz ter compromisso com Brasil

O presidente da Telecom Italia, Franco Bernabè, está no País para reforçar o compromisso da empresa italiana, controladora da operadora móvel TIM, com o Brasil. "Nosso compromisso é total para melhorar a qualidade para os usuários, tanto que destacamos o nº 2 do Grupo, Andrea Mangoni, para gerenciar a operação no País", afirmou, em entrevista, em Brasília.

EDUARDO RODRIGUES, Agencia Estado

26 de julho de 2012 | 15h28

O executivo completou que os R$ 8,5 bilhões investidos nos últimos dois anos pela empresa são um demonstrativo do compromisso e que os investimentos planejados são suficientes para atender às necessidades. "Esperamos que o governo ajude na obtenção das autorizações necessárias para que os recursos possam ser aplicados", afirmou o presidente da companhia italiana.

A Telecom Italia esteve reunida nesta quinta-feira novamente com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e reforçou que espera que a situação da TIM, proibida de vender novos chips em 18 Estados mais o Distrito Federal, seja resolvida o mais rapidamente possível. "Problemas operacionais e competitivos não podem ser mantidos por muito tempo", disse Bernabè. Segundo ele, o crescimento do mercado pode ter gerado atrasos na expansão da infraestrutura.

A companhia buscará alinhar sua estratégia comercial com os investimentos realizados. "Não vamos forçar estratégia comercial comprometendo rede e qualidade", afirmou.

O atual presidente da TIM, Andrea Magoni, disse que a empresa sempre trabalha a rede considerando o aumento de tráfego. "O que acontece é que a exigência de tráfego cresce a um ritmo mais veloz que a nossa capacidade de adaptação das redes. Nosso empenho está no sentido de acelerar investimentos e acabar com esse descompasso."

Mangoni admitiu que foram detectados problemas em alguns Estados, "mas não tão graves para uma medida de suspensão". "Mas isso é passado e queremos aproveitar crise como oportunidade para melhorarmos nossa performance de rede."

A TIM já havia apresentado um relatório à Anatel, que exigiu mais detalhes da operadora. "Um documento de 800 páginas não se produz da noite para o dia", disse Mangoni. "Estamos trabalhando há alguns meses com a Anatel, mas talvez não tenhamos sido suficientemente claros ou detalhados e talvez seja essa uma das causas da decisão."

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