Telecom Italia pretende ampliar investimento no País

O presidente-executivo da Telecom Italia, Franco Bernabè, e o presidente do conselho do grupo, Gabriele Galateri, anunciaram hoje que a operadora e a TIM Brasil poderão ampliar os investimentos previstos no País, embora ainda não tenham definido o planejamento financeiro para o biênio 2008-2010. Eles informaram que o planejamento feito para o período entre 2007 e 2009 previa investimentos de R$ 5,7 bilhões no Brasil e que, possivelmente, já são superados, em razão da implantação no Brasil da rede de telefonia de terceira geração (3G). Os executivos esperam que a rede 3G entre em operação ainda no primeiro trimestre deste ano.O presidente da TIM Brasil, Mário Cesar Pereira de Araújo, comentou que apenas com o pagamento dos ágios na compra das licenças 3G já houve aumento de investimentos, porque a empresa não esperava tamanha disputa, como acabou acontecendo. "Imaginávamos que não haveria ágio e cada um dos quatro competidores compraria pelo preço mínimo uma licença, mas houve a surpresa de ter mais dois competidores", disse Araújo.Os três executivos conversaram esta manhã com os jornalistas para apresentar os dois novos presidentes mundiais da Telecom Italia, que se reunirão ainda hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, em Brasília. Eles disseram que o objetivo dessa primeira viagem ao Brasil, depois de assumirem os cargos, é mostrar que o País tem uma importância estratégica para a empresa.No encontro com o presidente Lula os executivos dirão que acreditam no desenvolvimento e crescimento do País. Ontem à tarde, os dirigentes da Telecom Italia e da TIM (Telecom Italia Mobile) estiveram reunidos com o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), embaixador Ronaldo Sardenberg, e com a presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Elizabeth Faria.FusõesO presidente da TIM Brasil afirmou que a empresa está acompanhando as discussões em torno de uma possível fusão das concessionárias de telefonia fixa Oi (ex-Telemar) e Brasil Telecom (BrT) porque, se ela de fato acontecer, vai mudar o ambiente competitivo do mercado de telefonia no Brasil. "Neste caso estaremos prontos a mudar nossa estratégia de competição", afirmou Araújo, acrescentando que a empresa não teme a competição, mas espera que qualquer mudança de regulação seja feita, garantindo o ambiente competitivo e regras isonômicas, independente das empresas terem capital nacional ou estrangeiro.Ele afirmou que não existe possibilidade de fusão entre a TIM e a Vivo, referindo-se à operação internacional em que um pool de bancos comprou a participação da Pirelli na Telecom Italia. "A TIM Brasil é e será uma empresa de convergência tecnológica, com capacidade de competição", afirmou Araújo.

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