Telecomunicação é atração da bolsa

Mesmo com todo sucesso dos papéis da Petrobras no mercado acionário nos últimos meses, analistas acreditam que o setor de telecomunicações ainda é a grande vedete da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Com o fim da divulgação do balanço semestral das empresas na semana passada, foi verificado que principalmente as operadoras que atuam no sistema fixo tiveram bons resultados, o que deixou os especialistas ainda mais confiantes quanto ao crescimento do setor no médio e longo prazos.Ao contrário do que ocorreu em 1999, as operadoras de telefonia celular apresentaram queda no seu desempenho. Essa baixa deve-se, principalmente, ao cenário competitivo no sistema, afirma a analista de Telecomunicações da corretora Fator Doria Atherino, Jacqueline Lison. Essa concorrência deve ficar ainda mais acirrada a partir de dezembro, quando empresas da Banda C começarem a atuar no mercado, afirma.Além disso, a expansão da base de clientes pré-pagos afetou o resultado das empresas, diz a analista do Banco Brascan, Susana Salaro. Dessa forma, não há expectativa de rendimentos significativos nos papéis dessas operadoras no próximo ano. Para quem gosta do setor de telefonia móvel a indicação são papéis da Tele Centro-Oeste, única operadora que apresentou resultado atraente no semestre.No Brasil, a demanda por linha fixa anda muito grande e as novas empresas que chegaram para concorrer no mercado ainda não apresentaram o desenvolvimento necessário nem conquistaram um número significativo de usuários, avalia Jacqueline. As holdings Brasil Telecom Participações e Telemar e a operadora de longa distância Embratel apresentaram resultados interessantes nos balanços semestrais. O destaque no período de seis meses ficou por conta da Telemar, controladora de 16 operadoras que atuam nos Estados do Norte, Nordeste e parte da região Sudeste do País, entre elas a Telerj e a Telemig. O lucro da empresa foi de R$ 100 milhões, superando as expectativas do mercado, afirma o analista da Sul América Investimentos, Alexandre Vianna. Jacqueline explica que, como houve reajuste de tarifas telefônicas em junho, somente nos próximos meses as operadoras deverão apresentar o impacto da alta e, por conseqüência, apresentar valorização nas ações.

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