Telefonia: demora na instalação pode terminar

Mesmo com a privatização do Sistema Telebrás, a fila de espera por um telefone ainda deixa 2 milhões de pessoas sem telefone no Estado de São Paulo. Essa diferença entre oferta e demanda já chegou a ser de quase 7 milhões há dois anos, segundo o vice-presidente de negócios para o grande público da Telefônica, Stael Prata Silva Filho. A empresa já instalou 4 milhões de telefones desde que assumiu a Telesp e espera que "essa fila deva estar zerada em meados de 2001".Segundo Stael Prata, a demora para instalar telefones em algumas regiões do Estado esbarra na falta de infra-estrutura: centrais de comutação e cabeamento adequado até o distrito do assinante. Dos 20 compromissos qualitativos da empresa, cinco ficaram abaixo do valor de referência estabelecido pela Anatel em agosto. Dois deles eram relativos à taxa de atendimento às solicitações de mudança de endereço de usuários, residenciais e não-residenciais, que deveriam ter ficado igual ou acima de 95%. A taxa, porém, ficou em 86,74% e 77,3%, respectivamente.A intenção do grupo espanhol é de que até 2001 todas as metas estabelecidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), tanto de expansão da rede quanto de qualidade, serão cumpridas. Isso significa que a empresa estaria antecipando em um ano e meio os compromissos que foram assumidos na assinatura do contrato de concessão. Tamanho empenho no cumprimento da metas tem um objetivo maior. As operadoras que conseguirem adiantar esse expediente terão carta branca para entrar em outras regiões e ampliar a gama de serviços a partir de janeiro de 2002. Na prática, a Telefônica poderia sair de São Paulo para ganhar outros Estados, não só instalando linhas ou oferecendo serviços de transmissão de dados e banda larga, mas também atuando no mercado de longa distância nacional e internacional. Novos serviçosA empresa acaba de criar, por exemplo, um espécie de seguro-desemprego de conta telefônica. Pagando R$ 2,40 por mês, o cliente que ficar desempregado garante a cobertura de uma conta de até R$ 60 mensais pelo período de seis meses. A empresa já enviou mala direta para 100 mil assinantes com a proposta do seguro. A Telefônica estuda também a criação de uma conta fixa mensal, com um número pré-determinado de minutos que serão consumidos pelo cliente, a exemplo dos pacotes que as empresas de telefonia celular oferecem de pré-pago.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.