Telefonia móvel e TV paga crescem acima da média nacional

Expansão registrada na região foi de 261% em cinco anos, enquanto em todo o território nacional avanço foi de 150%

Mariana Congo, de O Estado de S. Paulo,

20 de setembro de 2013 | 21h54

SÃO PAULO - O Nordeste vem crescendo nos últimos cinco anos acima da média nacional em número de domicílios com TV paga. A expansão foi de 261%, ante 150% na média brasileira.

No mercado de celulares, a região também se destaca: o crescimento entre 2009 e 2013 foi de 195%, muito superior à média nacional de 64%, segundo os últimos dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O maior poder de compra da classe média explica o fenômeno. Nos últimos 10 anos, a classe C cresceu 20 pontos porcentuais na região e hoje responde por 42% da população.

Ano a ano, considerando todos os perfis de renda, o Nordeste tem aumentado sua despesa com serviços, diversificando a cesta de consumo.

Há 10 anos, a cada R$ 100 gastos, R$ 35 iam para serviços. A fatia subiu hoje para R$ 56, segundo o Data Popular, empresa especializada em pesquisas sobre a nova classe média.

"Um consumidor que antes não tinha nem TV agora quer TV por assinatura. Quem não tinha celular agora tem chips de várias operadoras para aproveitar as promoções", diz Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular.

Uma das chaves para o crescimento da TV paga no Nordeste foram as promoções criadas pelas operadoras, na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), Oscar Simões. Atualmente, é possível contratar um pacote com 97 canais a partir de R$ 39,90 mensais.

Com isso, a participação dos Estados do Nordeste no mercado nacional de TV paga chega hoje a 12%, ante 8,0% em 2009.

Segundo Simões, o desafio do setor é preservar os preços competitivos, com o aumento da concorrência. "Se as mensalidades aumentarem, não vamos conseguir manter as taxas de crescimento no mesmo patamar de hoje."

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