Telefónica contrata escritório de advocacia para encerrar Brasilcel

Espanhola estuda romper joint venture com a PT depois que a empresa portuguesa não decidiu sobre oferta por fatia na Vivo

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

19 de julho de 2010 | 09h55

A Telefónica contratou um escritório de advocacia para estudar uma ruptura da joint venture que possui com a Portugal Telecom (PT), depois que a empresa espanhola decidiu não prorrogar sua oferta para comprar a fatia da PT no veículo de investimentos, disse uma fonte próxima da negociação.

O escritório de advocacia De Braw Blackstone avaliará as alternativas para encerrar a Brasilcel, que detém 60% de participação na Vivo, afirmou a fonte. A empresa assessorou as duas companhias quando a Brasilcel foi criada no início do ano 2000.

A Telefónica deixou sua oferta de € 7,15 bilhões pela participação da PT expirar na última sexta-feira, após o conselho de diretores da companhia portuguesa pedir mais tempo para estudar a proposta.

Em junho, 74% dos acionistas da PT votaram a favor da venda da participação, mas o governo de Portugal vetou o negócio, por meio de golden share (ações com direitos especiais) que possui na companhia, argumentando que o negócio contrariava os interesses da PT no longo prazo.

A Portugal Telecom e a Telefónica consideram a Vivo como um ativo essencial para suas perspectivas de crescimento futuro já que enfrentam um declínio de suas receitas em seus mercados domésticos e sofrem um prolongado impacto de uma recessão severa.

A Telefónica também está considerando levar o caso para um tribunal de arbitragem internacional, revelou a fonte. As informações são da Dow Jones.

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