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Telefônica critica gestão de fundos de telecomunicações

O presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, criticou hoje a forma de gestão dos fundos setoriais de telecomunicações. Segundo ele, os fundos não estão sendo usados para os fins para os quais foram criados, como levar acesso à comunicação para áreas carentes. Entre eles, Valente cita o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), com mais de R$ 10 bilhões disponíveis.

SABRINA VALLE, Agencia Estado

19 de maio de 2011 | 12h50

Em palestra no 23º Fórum Nacional, no Rio de Janeiro, Valente também reclamou de impostos altos para o setor, citando PIS, ICMS e IPI. Ele lembra que, até há pouco tempo, 90% do custo de uso de uma placa de acesso à internet rápida sem fio vinha de impostos. O executivo criticou ainda o alto custo dos equipamentos no Brasil, e disse que de nada adianta ter acesso à internet sem um terminal ou ponto de conexão.

Valente também comentou a redução dos tributos sobre tablets (computadores em formato de prancheta, cujo modelo mais famoso é o iPad, da Apple). "Se o ministro Paulo Bernardo estivesse aí, comentaria isso", disse, sobre o ministro das Comunicações, que faria a abertura do fórum hoje, mas faltou ao evento, por motivo não divulgado.

Segundo o presidente da Telefônica, quem já tentou comprar um tablet no Brasil e pesquisou os preços em um site internacional "viu que evidentemente há um problema", já que o custo no Brasil é o dobro. "Se é prioridade, tem que ser colocada como tal. Não se pode ter uma situação em que a tributação impeça o acesso do cidadão ou empresas a esse tipo de funcionalidade", afirmou.

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