Telefônica deve oferecer banda larga popular em janeiro

A Telefônica deve lançar serviço de banda larga popular em janeiro, segundo o secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Mauro Ricardo Costa. A empresa foi a primeira a aderir ao Programa Banda Larga Popular do governo de São Paulo, lançado em 15 de outubro deste ano, mas até o momento não iniciou as vendas. "A Telefônica entendeu que poderia ofertar o produto popular só para quem já era seu cliente, mas este não é o entendimento do Estado", disse o secretário em entrevista à imprensa realizada hoje para anunciar a adesão da Net ao programa.

NATALIA GÓMEZ, Agencia Estado

22 de dezembro de 2009 | 14h24

Segundo Costa, a Telefônica estrutura uma modalidade para atender usuários que não sejam seus clientes atualmente. Questionado se outras empresas já planejam aderir ao programa, o secretário afirmou que apenas a Net e a Telefônica tem planos neste sentido até o momento.

O Programa Banda Larga Popular reduz de 25% para zero a alíquota de ICMS incidente sobre o serviço. O secretário destacou que a carga dos tributos federais como o PIS e a Cofins ainda incide sobe o serviço. "É preciso uma desoneração por parte do governo federal", afirmou. Em São Paulo, existem atualmente 2,5 milhões de pessoas sem acesso à banda larga, sendo 1,8 milhão com acesso discado e 700 mil sem nenhuma conexão.

Net

O público-alvo da Net Serviços com a banda larga popular, lançada hoje pela empresa, é de 1,5 milhão de usuários, segundo o presidente da companhia, José Antônio Félix. De acordo com ele, este é o número de pessoas sem acesso à internet ou com acesso discado nas cidades atendidas pela empresa no Estado de São Paulo atualmente. O mercado potencial total do Programa Banda Larga Popular em todo o Estado é de 2,5 milhões de usuários, mas a Net está presente com banda larga em apenas 48 municípios.

O executivo afirmou que a Net fez questão de aderir ao programa do governo porque atualmente a empresa é voltada para a classe A. Em sua opinião, não há risco de canibalização dos outros produtos da companhia porque a intenção do programa é conquistar novos usuários. "Já convivemos hoje com pacotes de menor velocidade", disse.

A Net vai oferecer o produto individualmente, com velocidade de 200 Kbps, por R$ 29,80, preço máximo e velocidade mínima estipulados pelo governo. Outra opção será a combinação com telefone fixo e TV a cabo, no já existente Net Fone.com, por R$ 39,90. O preço de R$ 29,80 será fixo por 18 meses, mas a companhia poderá reajustar preços a partir de então. Não será necessário ao consumidor comprovar baixa renda para comprar o produto.

Tudo o que sabemos sobre:
internetbanda largaTelefônicaNet

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.