Telefônica lidera pela sexta vez ranking de queixas ao Procon

Número de reclamações contra a operadora de telefonia fixa aumentou 95% de 2006 para 2007, para 4.405

Carolina Freitas, Agência Estado

14 de março de 2008 | 09h50

A Telefônica lidera pela sexta vez o ranking de reclamações no Procon de São Paulo, com um total de 4.405 queixas em 2007. Na comparação com 2006, houve um aumento de 95% nas queixas realizadas contra a empresa de telefonia fixa. Em segundo lugar na lista divulgada pela fundação nesta sexta-feira, 14, está o Banco Itaú, com 1.544 reclamações, seguido pela Siemens, com 744, a Vivo, com 687, e a Mitsubishi, com 636 queixas.   O principal problema enfrentado pelos usuários paulistas com a empresa de telefonia foi com cobranças por serviços não solicitados e não atendidos. Segundo o Procon, dificuldades para cancelar o serviço de banda larga, o Speedy, também motivaram um grande volume de queixas.   O diretor-executivo do Procon-SP, Roberto Pfeiffer, disse que o setor tem problemas crônicos. O segmento de telefonia fixa no Brasil, em 2007, mudou seu sistema de cobrança de pulso para minuto. Os consumidores deveriam decidir entre dois planos de assinaturas criados pela Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel): o Básico e o Alternativo. Segundo Pfeiffer, a Telefônica ofereceu aos clientes planos comerciais da própria empresa, sem esclarecer sobre as modalidades obrigatórias da Anatel. O órgão de defesa do consumidor realizou mais de 515 mil atendimentos em 2007 em São Paulo. Destes, 22 mil se transformaram em queixas, ou seja, não foram solucionados na primeira intervenção e resultaram em processo administrativo.A área de serviços essenciais (água, telefonia e luz, por exemplo) registrou o maior número de queixas (31%). Em seguida vêm as reclamações sobre produtos, que correspondem a 30% do total. O setor financeiro, que inclui bancos, cartões de crédito e financeiras, motivou 25% dos atendimentos.

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