Telefônica monta plano para o Speedy

Empresa vai antecipar investimento de R$ 70 milhões na sua rede

Gerusa Marques, O Estadao de S.Paulo

27 de junho de 2009 | 00h00

A Telefônica vai antecipar investimentos de R$ 70 milhões para ampliar a capacidade e a segurança da rede de banda larga Speedy. Ontem, o presidente do grupo, Antonio Carlos Valente, apresentou à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) um plano de emergência para solucionar os problemas que levaram o órgão regulador a proibir a venda do Speedy. Valente disse acreditar que a Anatel suspenderá as restrições antes do fim de julho."Entendemos que apresentamos um plano sólido, robusto e bem estruturado. Uma vez que haja provas materiais de que a rede está estável, seria razoável que fôssemos liberados", afirmou Valente. O plano da Telefônica prevê três etapas, a serem cumpridas em 30, 90 e 180 dias. Segundo Valente, as medidas constantes na primeira fase já serão suficientes para resolver os principais problemas. Nos últimos 12 meses, o Speedy sofreu quatro panes.A primeira fase será implantada com equipamentos que já tinham sido comprados pela empresa, o que, segundo o executivo, dará confiabilidade à rede de banda larga. Nessa etapa, será feita uma readequação da capacidade da rede, com medidas que facilitem o escoamento do tráfego de informações."Estamos revendo todas as metodologias de intervenção na rede", disse Valente, lembrando que dois dos quatro problemas enfrentados pelo Speedy, nos meses de abril e maio deste ano, ocorreram durante intervenções da empresa na infraestrutura.A segunda fase, que será colocada em prática em até 90 dias, utilizará equipamentos importados, o que deve dobrar a capacidade da rede. A última fase, em 180 dias, vai quadruplicar a capacidade dos chamados DNS, equipamentos que identificam o site da internet que o usuário quer acessar, encaminhando a conexão. "Essa última fase provavelmente vai fazer da rede da Telefônica a rede mais robusta da América Latina", declarou Valente.Segundo o presidente da Telefônica, todas as ações previstas no plano têm o objetivo de eliminar os riscos de novas panes. "Agora tem de vir um tsunami dos grandes. Vamos fazer de tudo para que falhas não mais ocorram", disse. Os R$ 70 milhões que serão antecipados, de acordo com o presidente da Telefônica, já estavam previstos dentro do orçamento total de R$ 750 milhões para a rede de banda larga este ano.SUSPENSÃO PARCIALO superintendente de Serviços Privados da Anatel, Jarbas Valente, disse que a área técnica da Anatel vai analisar o plano da Telefônica "de forma mais breve possível" para subsidiar a decisão do conselho diretor. Ele admitiu a possibilidade de a proibição ser suspensa parcialmente, caso fique comprovado que o plano da Telefônica é consistente.No Rio, o conselheiro Antonio Bedran, da Anatel, Bedran afirmou que não há prazo específico para retorno das vendas do Speedy. "Vai depender da análise dos técnicos da Anatel sobre a consistência do plano", disse.Ele comentou, porém, que a Anatel não pretende analisar o plano por um prazo "de 30, 60, 90, 120 dias" e que o prazo de análise seria um tempo "razoável". Bedran preferiu não mencionar limites de prazo. Entretanto, admitiu que, se a área técnica da agência não visualizar consistência no planejamento, "ele terá de ser adaptado, e ser apresentado outro".

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