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Telefônica pede pressa em lei para TV a cabo

Prestes a concluir a reestruturação societária da Telefônica no Brasil, o presidente da empresa, Antonio Carlos Valente, disse ontem que o grupo espera a aprovação do Projeto de Lei Complementar 116 (PLC) sobre TV a cabo, parado no Congresso, para apostar em novos investimentos no País. Entre as prioridades do grupo estará a fibra óptica - rede que pode ser usada para banda larga a altas velocidades e que, segundo ele, custa entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil para chegar a cada domicílio.

Sabrina Valle / RIO, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2011 | 00h00

"Se aprovado no Senado, e esperamos que seja muito em breve, sem dúvida nenhuma (o PLC 116) trará para o mercado brasileiro de telecomunicações uma outra dinâmica, um volume grande de investimentos", afirmou, no XXIII Fórum Nacional, no Rio. No caso da Telefónica, Valente confirma a intenção de novos investimentos e lembra que a empresa ainda não tem licença de prestação de serviço via fibra óptica em muitas praças, incluindo o Estado de São Paulo.

"Esses redes que têm investimentos muito elevados só são viáveis quando se pode oferecer todo e qualquer tipo de serviço. Se houver algum tipo de restrição legal, você tem paralisação ou redução da velocidade de investimento."

Mudanças. Entre as mudanças previstas no PLC 116 está o fim da restrição do controle de operadoras de TV a cabo apenas por grupos nacionais. Isso abre a possibilidade de a Telefônica, espanhola, utilizar essas redes de alta frequência, que chegam a 100 mega, como estrutura para difusão de banda larga. Em linhas gerais, o PL unifica regras para TV por assinatura e acaba com a proibição de as concessionárias oferecerem serviços de TV a cabo na área de concessão. O texto passou pela Câmara, mas está parado no Senado desde o fim do ano passado.

A reestruturação societária do grupo - com a incorporação da Vivo pela Telefônica - será concluída no dia 27, com o fim do direito de recesso para acionistas em possível desacordo com a operação. A reorganização também contemplou uma dança de cadeiras que levou Valente a acumular o cargo de presidente institucional da Vivo. Ele diz que a integração das empresas permitirá, por exemplo, usar a infraestrutura da Vivo para expandir o serviço de TV por assinatura.

Hoje o grupo tem licença para operar por satélite, mas não por cabo. A medida é crucial, já que o grupo elegeu TV por assinatura como uma das grandes prioridades no pós-integração.

Investimentos

ANTONIO CARLOS VALENTE

PRESIDENTE DA TELEFÔNICA

"Se aprovado no Senado, e esperamos que seja muito em breve, sem dúvida nenhuma (o PLC 116) trará para o mercado brasileiro de telecomunicações uma outra dinâmica, um volume grande de investimentos."

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