Telefónica plano para reduzir dívida à metade em 3 anos

A Telefónica, maior companhia da área de telecomunicações da Espanha e uma das maiores do setor no mundo, iniciou um plano de corte de gastos para reduzir, à metade, a sua dívida em um prazo de três anos. Isso significa reduzir em ? 13,4 bilhões o peso de sua dívida até 2004. Para isso, a operadora está negociando a maior parte dos contratos de fornecimento, com o objetivo de aliviar em pelo menos 10% os preços.A companhia, que tem significativas aplicações na América Latina, colocou em marcha um ambicioso plano de revisão de investimentos e controle de gastos para os próximos anos, que incluem negociações de contratos com provedores e desinvestimentos, com o objetivo de chegar a uma dívida de ? 16,21 bilhões em 2004, conforme comunicado enviado à Comissão Nacional de Valores Mobiliários (CNVM).A operadora deve fechar o exercício de 2001 com uma dívida de 29,61 bilhões de euros, mais de ? 3,2 bilhões a menos do que no ano anterior, quando a Telefónica registrou o maior passivo de sua história (? 32,76 bilhões), ou 50% a mais do que em 1999. Na época, a companhia, sob comando de Juan Villalonga, acabou apostando na América Latina e optou pela aquisição de 100% de suas subsidiárias na região. Desde a saída de Villalonga, a nova direção do grupo decidiu então equilibrar ao máximo o patrimônio da empresa.Com os planos colocados em marcha, a Telefónica pretende fechar o exercício 2002 com uma dívida de ? 22,78 bilhões, o mesmo nível de 1999, embora a companhia seja hoje bem maior, aspirando ainda concorrer com as maiores do mundo. Isso significa um corte de ? 6,3 bilhões apenas neste ano. O ajuste em 2003 deverá chegar a ? 2,5 bilhões e em 2004 a ? 4,04 bilhões.De acordo com a imprensa espanhola, os executivos das filiais da companhia no mundo já receberam ordens de ajustar ao máximo os custos. De acordo com o site "Expansión", a Telefónica pediu ainda revisar os investimentos e contratos de fornecimento. A única exceção é a Telefónica de Espanha, que manterá seu plano de crescimento para fazer frente à concorrência em telefonia fixa no país.Segundo a imprensa espanhola, os investimentos, que até agora representavam 1/3 do faturamento do grupo, cairão para 12% a 17% até 2004. Já os investimentos na América Latina, que em 2000 chegaram ao nível máximo, serão reduzidos a 12% das vendas totais.

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