Telefônica prevê sinergias de até 3,9 bi com a Vivo

Previsão anterior de ganhos com a integração entre a empresa e a Telesp era bem menor, de 2,8 Bilhões

Dow Jones e Efe, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2010 | 00h00

MADRI

A espanhola Telefônica espera conseguir entre ? 3,3 bilhões e ? 3,9 bilhões em sinergias com a união entre a Vivo, maior operadora celular do Brasil, e a Telesp, concessionária fixa de São Paulo. Em conferência com analistas, Santiago Fernández Valbuena disse que a compra gerará sinergias "significativas", acrescentado que o negócio permitirá "capturar o potencial do mercado brasileiro".

A previsão anterior, divulgada durante as negociações da fatia da Portugal Telecom (PT) na Vivo, era de 2,8 bilhões. Na quarta-feira, os espanhóis anunciaram a compra de 30% da Vivo, que pertenciam aos portugueses, por 7,5 bilhões.

Segundo documento enviado à Comissão Nacional do Mercado de Valores, da Espanha, os ganhos virão de sinergias operacionais da união entre as empresas, benefícios de integração do modelo operacional e sinergias financeiras e fiscais.

Valbuena afirmou que espera finalizar a compra da Vivo em setembro, com a aprovação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Depois disso, a Telefônica planeja lançar uma oferta de cerca de 800 milhões pelas ações ordinárias da Vivo que não pertencem à Brasilcel, joint venture criada com a PT. A Brasilcel tem 60% da operadora celular.

Ontem, a Telefônica também divulgou resultados mundiais. Seu lucro líquido cresceu 16% no segundo trimestre, impulsionado pelo aumento da receita na América Latina, que compensou o enfraquecimento do mercado espanhol. O lucro líquido da companhia aumentou para ? 2,12 bilhões, acima das previsões dos analistas, de ? 1,92 bilhão.

Segundo o analista da ING Georgios Ierodiaconou, os lucros da companhia são sólidos, especialmente na América Latina e na Europa. Segundo ele, o crescimento orgânico da Telefônica na América Latina está forte e seu desempenho no Brasil e na Colômbia é especialmente encorajador.

O lucro operacional antes da depreciação e amortização subiu 4%, para ? 5,79 bilhões no segundo trimestre, enquanto a receita total aumentou 9%, para ? 15,12 bilhões.

A receita da empresa na América Latina cresceu 16% no segundo trimestre, para ? 6,44 bilhões no período, graças ao aumento de assinantes na região e a uma receita maior, que foi impulsionada pelo enfraquecimento do euro em relação às principais moedas da América Latina.

Na Espanha, a receita da companhia caiu 3,2%, para ? 4,69 bilhões, e aumentou 14%, para ? 3,79 bilhões, na Europa.

Resultados

16% foi o crescimento da receita da Telefônica na América Latina no segundo trimestre, para 6,44 bilhões

3,2% foi a queda da receita da empresa na Espanha no mesmo período, para 4,69 bilhões

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