Telefonica/Vivo não adotará medidas oportunistas, diz Valente

Presidente da companhia afirmou que as operadoras querem prestar um bom serviço móvel celular, mas precisam de mais antenas

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

23 de julho de 2012 | 19h39

SÃO PAULO - O presidente da Telefonica/Vivo, Antonio Carlos Valente, disse há pouco que a empresa não vai adotar "medidas oportunistas" durante o período em que as principais concorrentes sofrem com a restrição das vendas em alguns estados.

Sem citar nomes, Valente afirmou que as empresas querem prestar um bom serviço móvel celular, mas precisam de mais estações radiobases, ou mais antenas. "Independente de qualquer situação específica das empresas, de forma geral, a sociedade precisa saber que o poder público precisa contribuir para que a velocidade do licenciamentos das antenas acompanhe o aumento do tráfego das redes", afirmou. Segundo ele, os problemas, em muitos casos "são comuns a todas as empresas".

Segundo ele, as redes 4G vão precisar de ao menos o dobro das torres atuais, o que precisa passar por uma lei específica que uniformize a instalação dessa infraestrutura. "Se não formos capazes de equacionar os problemas (das antenas) teremos dificuldades muito maiores com as redes 4G".

Valente afirmou ainda que o poder público precisa estar "sintonizado" com as necessidades e os prazos para início das operações do 4G, em abril de 2013. Segundo ele, porém, isso não está relacionado a falta de investimento por parte das empresas. "O prazo de abril de 2013 é possível de ser alcançado, mas precisamos que o poder público faça parte desse projeto", completou, sobre a implantação do 4G.

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