EFE
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Telégrafo é sepultado por celular e internet após 163 anos

Serviço estatal implantado há 163 anos por colonizadores ingleses sucumbiu diante de novas tecnologias

15 de julho de 2013 | 11h40

NOVA DÉLHI - Após 163 anos de atividades, o serviço estatal de telegramas da Índia parou de funcionar, vencido por meios mais rápidos de comunicação como o SMS, e-mail, telefone celular e redes sociais.

O velho e humilde telegrama foi enterrado neste fim de semana sem qualquer réquiem, mas com a promessa de ter o último exemplar preservado como uma peça de museu.

O serviço icônico que revolucionou as comunicações e a imprensa desvaneceu-se gradualmente no esquecimento com cada vez menos pessoas recorrendo a ele.

Iniciado em 1850, a título experimental entre Koklata e Diamond Harbour, o serviço de telegramas na Índia foi aberto pela British East India Company no ano seguinte. Em 1854, passou a atender o público.

Era um modo tão importante de comunicação naqueles dias que os revolucionários que lutavam pela independência da Índia costumavam cortar as linhas de transmissão para impedir os britânicos de se comunicarem.

Os telegramas muitas vezes eram abertos com receio, pois a ele eram reservadas as notícias mais urgentes e importantes, como o falecimento de parentes.

Bolsões de áreas rurais da Índia ainda usavam o serviço até pouco tempo atrás, mas com o advento da tecnologia e dos meios de comunicação mais recentes, o telegrama foi superado até nas áreas mais pobres.

"O serviço não estará disponível a partir de segunda-feira, 15", informou a estatal de telecomunicações BSNL, em comunicado oficial, com a justificativa de que as receitas e a baixa procura não justificam mais o serviço.

O ministro das comunicações Kapil Sibal reconheceu a importância histórica do sistema de comunicação: "O último telegrama enviado deve ser uma peça de museu, pois essa é a maneira em que podemos oferecer-lhe uma calorosa despedida."

Há cerca de 75 centros de telegramas no país, com menos de 1 mil funcionários. A BSNL vai absorver os trabalhadores e em serviços de telefonia móvel, telefonia fixa e serviços de banda larga.

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