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Telemar agitou a Bolsa, mas dólar não pára

O anúncio de reestruturação da Telemar-RJ, com a troca de ações de 15 outras operadoras do grupo por meio de troca de ações animou os negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ontem. As ações da empresa valorizaram-se 16,81%. Os demais papéis envolvidos na transação também tiveram altas expressivas. Com a operação, as ações terão um volume maior de negócios (liquidez), tornando-se mais atraentes para os investidores. Porém, no mercado de câmbio, a cautela ainda predomina. Todos os dados sobre a crise energética são preliminares e é cedo para qualquer previsão mais exata sobre o seu tamanho e efeitos. A conclusão é que os mercados continuarão muito instáveis, oscilando de acordo com o noticiário. E na incerteza, os investidores preferem conservar aplicações em dólar ou atreladas à moeda para proteger os seus recursos, mantendo as cotações elevadas.Ainda assim, o abrandamento do plano de racionamento do governo federal agradou. Primeiramente, pois as medidas draconianas anteriores não terão de ser postas à prova, com todos os empecilhos legais e jurídicos que já estavam surgindo. O ato também sinaliza para uma menor probabilidade de ocorrerem apagões. Conta bastante o fato de que a imagem do Presidente Fernando Henrique Cardoso possa não sair tão arranhada com a suspensão de várias medidas impopulares. Com isso, aumentam as chances do governo nas eleições do ano que vem, o que agrada o mercado. Os investidores temem uma ruptura na atual política econômica, mais provável com uma vitória da oposição. Além disso, a suspensão da sobretaxa para quem cumprir a meta alivia a pressão inflacionária por meio das tarifas de eletricidade. Já se considera que, no atual cenário, o governo não aumentaria a Selic, a taxa de juro básica da economia, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para 19 e 20 de junho. A Selic está fixada atualmente em 16,75% ao ano.Cenário externo é mais estávelNo exterior, ao menos temporariamente, a crise argentina estabilizou-se. A operação de troca de títulos com vencimento no curto prazo, por papéis de vencimento a partir de 2008 chegou a quase US$ 30 bilhões. Mas, mesmo com o alívio financeiro no curto prazo, os juros pagos foram bastante altos e a economia tem de crescer com vigor para ganhar a credibilidade dos investidores e sustentar o gasto adicional que o governo terá no futuro. Os investidores também mantêm muita cautela com a situação argentina.Dos Estados Unidos ainda se espera a notícia de que a economia recuperou um ritmo de crescimento mais vigoroso. Ontem foram divulgados novos dados decepcionantes frente às previsões dos analistas. Porém, a expectativa é que em breve a economia reaja, dados os patamares muito baixos dos juros. Além disso, a persistente desaceleração pode motivar novos cortes de juros.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

06 de junho de 2001 | 08h22

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