Teles globais se unem em disputa por aplicativos

Objetivo das empresas é combater a crescente concorrência dos rivais Google e Apple no segmento

Reuters, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2010 | 00h00

Dois grupos de software para celulares apoiados por empresas de telecomunicações revelaram ontem um plano de fusão, com o objetivo de combater a crescente concorrência dos rivais Google e Apple no segmento de aplicativos. A união dos dois consórcios - o JIL, pequeno e mais estabelecido, e o WAC, uma aliança mais ampla para aplicativos - permitirá que criadores independentes de software atinjam uma larga proporção dos 3 bilhões de clientes das empresas que os integram com uma versão unificada de seus softwares.

Para a maioria das pequenas empresas de software, seria bastante dispendioso criar dezenas de versões de seus programas para atender cada loja de aplicativos separadamente.

A App Store, da Apple, lançada em junho de 2008, criou um mercado para aplicativos voltados a celulares que movimentou US$ 4,1 bilhões no ano passado, de acordo com o grupo de pesquisa Chetan Sharma.

O WAC - cujos membros fundadores incluem gigantes da telefonia global, como AT&T, China Mobile, Telefónica e Vodafone - planeja que as primeiras lojas de aplicativos comecem a usar o software próprio antes de fevereiro de 2011. A aliança inclui entre seus membros, ainda, Bharti Airtel, MTN Group, NTT DoCoMo, Orange e Orascom Telecom.

O grupo conta com o apoio de três dos maiores fabricantes mundiais de celulares - LG Electronics, Samsung e Sony Ericsson.

Já a aliança JIL engloba China Mobile, Softbank, Vodafone e Verizon Wireless - todas também fundadoras do WAC.

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