Teles investem R$ 19 bi no ano, em alta de 8%

Teles investem R$ 19 bi no ano, em alta de 8%

Balanço divulgado pelo SindiTelebrasil, sindicato do setor, considera os aportes feitos pelas maiores companhias até setembro

EDUARDO RODRIGUES / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2014 | 02h05

Apesar da estagnação econômica este ano, os investimentos das companhias de telecomunicações cresceram 8% em 2014, até setembro, de acordo com balanço divulgado ontem pelo SindiTelebrasil, sindicato que representa as maiores empresas que atuam no País. Nos nove primeiros meses do ano, os investimentos das teles chegaram a R$ 19 bilhões, superando os R$ 17,6 bilhões registrados em igual período de 2013.

A expansão dos serviços deixou o setor praticamente imune à crise econômica. A receita bruta das companhias cresceu 4% nessa comparação, passando de R$ 167 bilhões até setembro de 2013 para R$ 174 bilhões até o fim do terceiro trimestre deste ano. Os dados englobam todos os serviços oferecidos pelas teles, como telefonia e banda larga fixa e móvel, além da TV por assinatura.

"Os investimentos das teles equivalem a 20% da nossa receita operacional líquida. Poucos setores têm esse nível de investimentos. Precisamos aumentar receita para continuar mantendo esse porcentual, porque o setor de telecomunicações tem uma substituição rápida de equipamentos para atender à demanda", avalia o presidente executivo do Sinditelebrasil, Eduardo Levy.

Considerando dados até outubro, a maior expansão foi obtida pelo serviço de banda larga - fixa e móvel - que cresceu 46% em relação a igual mês de 2013, passando de 122 milhões de acessos para 179 milhões.

Ritmo. Na mesma comparação, o número de celulares habilitados no País cresceu 3% em relação a outubro de 2013, chegando a 279 milhões de linhas. Já a base de assinantes de telefonia fixa se expandiu 2%, chegando a 46 milhões. A TV por assinatura teve crescimento de 13% em relação a outubro de 2013.

De acordo com o Sinditelebrasil, a cobertura 3G está presente hoje em 3.809 municípios, onde vivem 92% da população, enquanto o serviço 4G é oferecido em 129 municípios, onde moram 40% dos brasileiros. Levy destaca que em 2014 o número de usuários do 3G pela primeira vez superou a quantidade de linhas 2G no País, chegando a 56% do mercado.

Questionado sobre o fato de que, a despeito do aumento dos investimentos nos últimos anos, o setor continua no topo do ranking de reclamações de consumidores, o executivo argumenta que as exigências feitas às teles são maiores que as feitas a outros serviços, e afirma que as empresas trabalham para cumprir todas as metas impostas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). "Nenhum setor tem regras tão rígidas para serem cumpridas e as teles têm alcançado todos os parâmetros exigidos pelos órgão reguladores", reforça.

Levy voltou a defender as estimativas da entidade, de que o uso da tecnologia da informação pode fazer o Brasil sair da 57ª posição no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial para o 30º lugar nos próximos quatro anos.

Para isso, o SindiTelebrasil defende que o principal foco das ações do governo deixe de ser a ampliação da infraestrutura de redes no País - que já estaria consolidada - e passe para o uso eficiente dessa capilaridade para levar serviços aos cidadãos e fortalecer a competitividade das empresas.

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