Televisão passa por mudança acelerada

Um grupo de executivos brasileiros de telecomunicações teve um encontro com Steve Ballmer durante o evento Mobile World Congress, em Barcelona, no começo do ano. Eles mostraram ao presidente mundial da Microsoft seu projeto de IPTV, e o quanto planejavam investindo na tecnologia. Ouviram o seguinte comentário: "A IPTV está superada; o negócio agora é a Broadband TV."

, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2010 | 00h00

Broadband TV é outro nome para a Over the Top Television, como a On Video, da Telefônica. Os fabricantes de TV, as empresas de videogame e de internet apostam nessa solução. A revista americana Wired chegou a publicar um guia, na edição deste mês, ensinando o leitor a desligar a TV paga e viver de vídeo diretamente da internet.

Com a crise, muitos americanos começaram a questionar a necessidade de pagarem US$ 100 por mês numa assinatura de TV paga, e resolveram tentar viver de vídeo via internet e TV digital aberta. No Brasil, a televisão por assinatura é muito pequena para se pensar nesse tipo de escolha. Em junho, o País tinha 8,4 milhões de assinantes de TV, comparados a 12,2 milhões de banda larga.

"Ainda não existe um modelo campeão nesse mercado", afirmou Luis Minoru Shibata, diretor de consultoria da PromonLogicalis. "Para o cliente, não importa muito a tecnologia usada pela operadora. O que importa é o portfólio de conteúdos."

Fabio Bruggioni, diretor da Telefônica, afirmou que a empresa planeja trazer mais 4 mil caixas até o fim do ano. "O desafio é baixar o preço do aparelho", disse o executivo. "Mas isso deve acontecer com o aumento da escala."

Nos próximos meses, a empresa planeja lançar caixa híbridas, unindo o serviço On Video, TV por assinatura (via cabo da TVA ou via satélite da própria Telefônica) e gravador de vídeo digital. A concorrente GVT também planeja um modelo híbrido, para meados de 2011, com TV paga via satélite e vídeo sob demanda via banda larga, tudo num único conversor.

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