Televisores e telefones celulares devem ser as vedetes do Natal

Expectativa de pagamento do 13º salário anima lojistas para vendas de fim de ano

Márcia de Chiara, de O Estado de S.Paulo,

24 de setembro de 2012 | 03h07

Se depender do otimismo individual dos lojistas, as encomendas e as vendas deste fim de ano serão vigorosas. O fato de a economia estar hoje praticamente em pleno emprego e a formalização do trabalho ter aumentado, o que garante o pagamento do 13º salário para um grande número de trabalhadores, sustentam os prognósticos favoráveis de vendas para o fim de ano.

"A inadimplência preocupa quando ela está combinada com o desemprego elevado", afirma o supervisor geral das Lojas Cem, José Domingos Alves. Ele argumenta que hoje há mais dinheiro circulando dentro dos lares e, portanto, mesmo que a inadimplência esteja alta, a tendência é de ela recuar.

O executivo diz que vai fechar os pedidos para o fim de ano no mês que vem e pretende encomendar um volume de eletrodomésticos e eletrônicos 15% maior na comparação com o registrado em dezembro de 2011.

As Casas Bahia projetam crescimento na casa de dois dígitos para as encomendas deste fim de ano na comparação com as de 2011. Segundo Roberto Fulcherberguer, vice-presidente comercial da rede de lojas, o nível de estoques da empresa está normal. "Estamos bem otimistas", afirma o executivo.

Entre as linhas de destaque neste fim de ano, ele aponta as TVs e os celulares. No caso das TVs, Fulcherberguer diz que o valor médio do produto não deve recuar. Mas, pelo mesmo preço, o consumidor poderá levar para casa um item com mais recursos tecnológicos. "O preço será semelhante."

No caso da linha branca, que reúne fogões, geladeiras e máquinas de lavar, ele observa que o apelo de vendas deve ocorrer mais pela oportunidade de compra, uma vez que não está prevista a continuidade da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os itens da linha branca em janeiro do ano que vem.

Semiduráveis

Em relação aos bens semiduráveis, isto é, confecções, calçados e bolsas, itens de menor valor e que não contam com benefícios tributários nem com o apelo da renovação tecnológica, como celulares e TVs, as encomendas são mais moderadas, e têm taxas de crescimento de um dígito.

A Le Postiche, especializada em bolsas, por exemplo, encomendou praticamente os mesmos volumes do ano passado para o Natal desde ano. Mas, segundo Leandro Almeida, gerente de planejamento e operações da rede, a expectativa é ampliar o faturamento entre 5% e 7% por causa da inflação no período. A empresa ampliou em 5% a fatia dos importados, que hoje é 60% do mix.

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