Wilton Júnior/Estadão
Wilton Júnior/Estadão

Temendo alta de imposto, industriais pressionam deputados por reforma da Previdência

Presidentes de federações estaduais da indústria vão se reunir com o presidente Michel Temer para relatar os esforços a favor da aprovação das mudanças nas regras das aposentadorias

Lu Aiko Otta e Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2017 | 17h11

BRASÍLIA - Assim como fizeram os empresários da construção civil, os industriais colocaram sua estrutura institucional para trabalhar pela aprovação da reforma da Previdência. “Estamos trabalhando com os deputados federais um a um”, disse nesta terça-feira, 12, o vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria Edson Campagnolo, que preside a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). 

Os presidentes das federações estaduais se encontraram com o presidente Michel Temer para relatar esse esforço. O Estado mostrou que empresários da construção civil estão indo às casas dos parlamentares no esforço de convencê-los a aprovar a proposta.

 

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Segundo Campagnolo, cada presidente de federação tem contactado os deputados com os quais têm relação mais próxima. “A abordagem é feita pelos que têm ligação eleitoral com o deputado ou um vínculo no setor produtivo”, disse. “São os que nos ajudam na defesa de interesses do setor industrial.”

Ele explicou que a “ligação eleitoral” a que se refere é, por exemplo, o fato de haver aberto espaço nas empresas para que os deputados se apresentassem durante a campanha de 2014. De acordo com Campagnolo, de dez deputados que se diziam indecisos ou até mesmo contra a reforma, já foram revertidos três votos.

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Ele diz que há muitos votos já decididos, mas não declarados. E se esses forem levados em consideração, o governo tem chance de vitória. A contabilidade dos industriais aponta para algo entre 280 e 312 votos a favor. O placar do Estadão mostra um quadro bem diferente: 238 votos contra e apenas 68 a favor.

“Se não tivermos sucesso na minirreforma, já há sinalizações que pode vir aumento de impostos, como o PIS/Cofins”, disse o executivo, repetindo argumento que usa em suas conversas. “Não tem espaço para isso, mas vamos ser realistas: a conta tem de fechar.”

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