SERGIO CASTRO | ESTADÃO CONTEÚDO
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Temer anuncia meta de contratar 700 mil moradias do 'Minha Casa' em 2018

Governo assume o compromisso de financiar ou bancar imóveis para a população mais carente; meta do ano passado não foi cumprida

Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

01 Fevereiro 2018 | 15h27

BRASÍLIA - Depois de não cumprir a meta de contratar 610 mil moradias em 2017, o presidente Michel Temer anunciou que o governo assume o compromisso de financiar ou bancar para os mais pobres entre 600 mil e 700 mil unidades do Minha Casa Minha Vida neste ano.

"Isso beneficiará não apenas as pessoas mais pobres, como também o setor da construção civil que é o que mais gera empregos no País", afirmou o presidente durante evento da Caixa.

O Estadão/Broadcast revelou que o governo descumpriu a meta do Minha Casa em 2017. Somando as quatro faixas do programa, a gestão Temer firmou contratos para financiar com juros mais baixos - e subsidiar, no caso, dos mais pobres - 442,2 mil unidades habitacionais no ano passado: 72,5% da meta de 610 mil. Foi a primeira meta descumprida do governo Temer para o Minha Casa, programa de habitação popular que foi usado como uma das principais vitrines das gestões petistas. No ano passado, o governo contratou apenas 23 mil moradias destinadas a famílias que ganham até R$ 1,8 mil. Isso representa apenas 13,5% da meta de 170 mil, segundo dados obtidos com exclusividade pelo 'Estadão/Broadcast'.

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Segundo Temer, os ministros do seu governo trabalham em harmonia e de forma conjugada. "Este governo fez o que o Brasil precisava e a Caixa teve sempre papel extraordinário", reafirmou.

Campanha. No evento, Temer disse que os candidatos à Presidência que desejarem contestar o governo nas eleições deste ano terão que se assumir contrários à responsabilidade fiscal e à inflação baixa. "Estamos entrando em um período eleitoral e haverá disputas e controvérsias. É natural que alguns candidatos apoiem o que o governo fez e outros não. Mas quem quiser contestar as obras do governo terá que dizer que é contra o Teto de Gastos, porque quer gastar à vontade e não se importa com a responsabilidade fiscal", afirmou, em evento da Caixa Econômica Federal.

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Segundo ele, os candidatos críticos ao governo terão que dizer que são a favor de um ensino médio "anacrônico" e que são contrários à modernização da legislação trabalhista. "Quem quiser contestar o governo terá que dizer que é contra a inflação de 2,95% e contra os juros baixos, de 7%. Terá que dizer que é contra a abertura de postos de trabalho e contra a Bolsa de Valores ter atingido pico de 86 mil pontos. Ou seja, terá que ser a favor da falta de credibilidade do País", completou.

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