ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO
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Temer condiciona criação de impostos à aprovação da reforma da Previdência

Em entrevista, o presidente ainda afirmou que não haverá governo que possa desmerecer o que sua gestão fez à frente do Brasil, mas admitiu que aproveitou 'bem' de sua impopularidade para fazer 'o que o País precisa'

Renan Truffi e Marcelo Osakabe, Broadcast

29 de janeiro de 2018 | 11h06

O presidente Michel Temer condicionou a criação de novos impostos à reforma da Previdência, nesta segunda-feira, em entrevista ao programa Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, em São Paulo. Temer disse crer que não haja necessidade de aumento ou criação de novos tributos, mas atrelou essa possibilidade à reforma da Previdência.

"Se houver reforma da Previdência, não teremos novos tributos. Sempre evitamos a criação de impostos. Eu não creio que haja necessidade de novos tributos", disse.

O presidente ainda afirmou que não haverá governo que possa desmerecer o que sua gestão fez à frente do Brasil, mas admitiu que aproveitou "bem" de sua impopularidade para fazer "o que o País precisa".

"Uma coisa é o sujeito que depende do voto, eu cheguei pela via constitucional", disse ao citar o impeachment. Ele respondeu que não espera reconhecimento agora pelas medidas de sua gestão, mas que quer ser reconhecido pela história.

Ainda assim, o emedebista disse que irá trabalhar "nos próximos seis meses" pela recuperação de seus aspectos morais. "Não vou mais permitir que me chamem, perdoem a expressão, de trambiqueiro". disse. "Meus detratores estão na cadeia quem não está, está desmoralizado. Se não fossem as denúncias (contra mim), a reforma da Previdência já teria sido aprovada."

Ele disse também que, neste último ano no cargo, vai se dedicar a fazer uma simplificação tributária no Brasil.

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