Alan Santos|PR
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Temer discute paralisação de caminhoneiros e petroleiros em reunião com ministros

Até no MDB há quem defenda demissão de Pedro Parente

Julia Lindner e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

29 Maio 2018 | 21h09

BRASÍLIA- O presidente Michel Temer participou na noite desta terça-feira, 29, de mais uma reunião com ministros no Palácio do Planalto para monitorar a paralisação dos caminhoneiros, que completa hoje o nono dia. A reunião durou cerca de uma hora e meia.

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Segundo fontes, a constatação é que o problema agora não está limitado à reivindicação dos caminhoneiros, mas foi ampliado e tomou contornos políticos. Esse é um agravante para a retomada da normalidade do abastecimento.

Além disso, a greve dos petroleiros, que deve começar nesta quara-feira, também é considerada grave e foi discutida na reunião. O movimento grevista dos petroleiros está dividido em duas federações: a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que congrega 14 sindicatos, anunciou greve de advertência por 72 horas, enquanto a Federação Nacional do Petroleiros (FNP), que reúne cinco sindicatos, convocou paralisação por tempo indeterminado.

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Entre os presentes na reunião do comitê de crise estavam os ministros Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional), Carlos Marun (Secretaria de Governo), Eduardo Guardia (Fazenda), Moreira Franco (Ministério de Minas e Energia), Gilberto Occhi (Saúde), Helton Yomura (Trabalho), Rossieli Soares da Silva (Educação) e o ministro interino Joaquim Silva e Luna (Defesa).

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Em novo balanço apresentado no início da noite desta terça-feira, o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, Ademir Sobrinho, informou que naquele momento existiam três bloqueios totais de estradas na BR-070, saída do Distrito Federal para Goiás, em Minas Gerais e no Ceará e assegurou que "nenhum deles é feito por caminhoneiros". O almirante disse ainda que o número de "interrupções" detectadas que nesta terça-feira, 29, eram 594 hoje estavam em 616.

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