Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Temer diz que volta das atividades de caminhoneiros estará normalizada na quarta

Presidente afirmou ainda que o governo fez 'tudo o que podia' para negociar com os caminhoneiros

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

29 Maio 2018 | 20h37

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer afirmou, em entrevista à TV Brasil, que o governo "fez o possível" diante da paralisação dos caminhoneiros e não tem mais o que oferecer. Temer deu a declaração no Fórum de Investimento Brasil 2018, em São Paulo, porém a entrevista só foi transmitida na noite de terça-feira, 29. "Nós esprememos todos os recursos governamentais para atender aos caminhoneiros em reivindicações legítimas e para não prejudicar a Petrobrás", disse.

+ Sem intervenção, foco de movimento é fazer governo renunciar

+ Infográfico: Entenda como a greve afetou o Brasil

Ele afirmou ainda que não tem mais como negociar a esta altura com as entidades dos caminhoneiros. "Percebo que os líderes dos movimentos estão dizendo para voltar o trabalho e isso está começando a dar resultado. Tenho a impressão que entre hoje e amanhã estaremos com isso já normalizado."

Apesar do acordo feito pelo governo, caminhoneiros continuam bloqueando trechos de estradas em todo o País. Além disso, foram identificadas manifestações alheias à esta categoria, com os chamados "infiltrados", que já provocaram confrontos entre manifestantes e policiais em pelo menos quatro pontos do País, sendo que o mais grave foi em Bacabeira, no Maranhão, que levou à prisão de sete pessoas.

+No WhatsApp, a força de líderes individuais entre os caminhoneiros

Em novo balanço apresentado no início da noite desta terça-feira, o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, Ademir Sobrinho, informou que naquele momento existiam três bloqueios totais de estradas na BR-070, saída do Distrito Federal para Goiás, em Minas Gerais e no Ceará e assegurou que "nenhum deles é feito por caminhoneiros". O almirante disse ainda que o número de "interrupções" detectadas, que ontem eram 594, hoje estavam em 616.

+ Petroleiros do País estudam fazer greve por tempo indeterminado

Temer declarou que o retorno do abastecimento no País é o mais importante neste momento e que, se preciso, o governo vai "exercitar a autoridade prevista no texto constitucional". "Acredito que não haverá necessidade de usar autoridade porque movimentos estão se desmobilizando", avaliou.

O presidente da República lembrou que há mais de 47 inquéritos abertos pela Polícia Federal (PF) par investigar supostos crimes relacionados à greve e que a aplicação de multas, em conjunto, já é uma forma do governo exercer sua autoridade. "Por aí já vai dar certo o uso da autoridade", afirmou.

+ Governo investiga infiltração de três movimentos políticos na paralisação dos caminhoneiros

Questionado sobre a alta dos juros, mesmo com a Selic mais baixa, Temer respondeu que "pouco a pouco o Banco Central vai forçando essa queda de juros e ela vai se verificando". "Reduzir juros no sistema bancário, acompanhando a taxa Selic, é fundamental."

Mais conteúdo sobre:
greve caminhoneiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.