Ed Ferreira/Estadão
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Temer diz que inflação pode ficar abaixo de 4,5% em 2017

Peemedebista elogiou o presidente do BC, Ilan Goldfajn, por ter reduzido o avanço dos preços de 2015 para 2016

Álvaro Campos, Eduardo Laguna, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2017 | 11h34

O presidente Michel Temer (PMDB) disse nesta terça-feira, 31, que a inflação no Brasil caminha para o centro da meta, de 4,5%, neste ano ou, "quem sabe", abaixo dessa marca. Disse ainda que o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn "merece aplauso", pois reduziu inflação para dentro do teto da meta. 

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) terminou 2016 com avanço de 6,29%, depois de ter subido 10,67% no ano anterior. A meta de inflação para 2017 é de 4,5%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo.

Durante discurso que durou meia hora em evento promovido pelo Credit Suisse na zona sul da capital paulista, Temer, para ressaltar avanços de sua gestão, lembrou das condições da economia na época em que assumiu o governo - entre elas, uma inflação que passava dos 10% e um desemprego que atingia quase 12 milhões de pessoas. 

"A atitude de enfrentamento desses fatos nos permitiu traçar diagnósticos realistas da situação do Brasil. Ficou claro que a origem da crise era fiscal", disse o presidente.

Nesse ponto, ele lembrou o amplo apoio obtido no Congresso para aprovação da proposta de emenda constitucional que limitou as despesas primárias da União, medida que, segundo Temer, fecha a porta ao crescimento desenfreado dos gastos públicos por vinte anos.

Temer frisou ainda que o País não precisou chegar ao teto da meta fiscal que tinha sido autorizado pelo Congresso no ano passado: R$ 170,5 bilhões. Ainda assim, considerou que o rombo de R$ 155 bilhões registrado em 2016 represnta uma "soma preocupante", assim como o déficit da Previdência, de R$ 150 bilhões.

Reforma trabalhista. Temer voltou a defender a modernização das leis trabalhistas, lembrando que a CLT é de 1943. Em especial, ele afirmou que as convenções negociadas entre sindicatos e empregadores devem prevalecer sobre a lei.

"Os investidores terão, assim, mais segurança nas matérias negociadas com trabalhadores", comentou.

O peemedebista voltou a garantir que os direitos fundamentais dos trabalhadores serão respeitados na reforma trabalhista. Segundo ele, o governo construiu uma agenda de produtividade baseada na relação transparente e racional entre Estado e iniciativa privada. Essa agenda, afirmou Temer, tem entre seus objetivos dar segurança jurídica a quem investe no País. 

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