Temer nega possível taxação do agronegócio para bancar rombo da Previdência

Temer nega possível taxação do agronegócio para bancar rombo da Previdência

Em entrevista à Rádio Estadão, presidente em exercício diz que 'não houve nenhuma discussão neste sentido'; proposta, publicada pelo 'Estado', provocou forte reação negativa no setor

Mateus Fagundes e Elizabeth Lopes, O Estado de S.Paulo

24 Junho 2016 | 10h31

SÃO PAULO - O presidente em exercício, Michel Temer, negou em entrevista à Rádio Estadão que o governo estaria discutindo a possibilidade de cobrar das empresas exportadoras do agronegócio uma taxação extra para ajudar a financiar a reforma da Previdência. "Não houve nenhuma discussão neste sentido de taxar o agronegócio", comentou o presidente.

Conforme informou o Estado na quinta-feira, 23, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, tem a proposta de cobrar uma contribuição patronal das empresas exportadoras do agronegócio ao Instituto Nacional do Seguro Social. A medida faz parte de um "esqueleto" da reforma na Previdência que será apresentada a sindicalistas na semana que vem.

Atualmente, essas empresas, que concentram suas vendas ao exterior, não precisam recolher a contribuição. É o único setor da economia a ter esse tratamento, segundo técnicos que trabalham na proposta. Quando a venda é para o mercado interno, pagam uma alíquota de 2,6% sobre o faturamento.

A proposta provocou uma forte reação negativa no setor. Até mesmo o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, fez oposição à ideia, que classificou como "loucura" e "abraço de afogados".

Na entrevista à Rádio Estadão, Temer disse ter certeza que será possível fazer uma reforma da previdência. "Ela é indispensável. Quem vai definir a reforma da Previdência é o Congresso. E o Legislativo age impulsionado com o que acontece na sociedade", afirmou. 

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