REUTERS/Adriano Machado
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Temer nega restrição em saques de contas inativas do FGTS

Segundo o presidente, não houve alteração em relação ao anúncio no mês passado e qualquer valor poderá ser retirado

Álvaro Campos, Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2017 | 12h15

O presidente Michel Temer (PMDB) negou que haja alguma modificação em relação ao anúncio que o governo federal havia feito no mês passado sobre liberar o saque de contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Em discurso durante o lançamento do pré-custeio do Plano Safra 2016/2017, em Ribeirão Preto (SP), Temer falou que não há possibilidade de impedir a retirada de dinheiro por parte de 2% ou 3% das pessoas com recursos retidos no Fundo, como foi publicado na imprensa.

"Quero esclarecer que não houve nenhuma modificação, quem tiver dinheiro nas contas inativas vai sacar por inteiro, qualquer valor", disse o presidente. Ele destacou que a medida vai ajudar o trabalhador a pagar dívidas e representa mais de R$ 30 bilhões na economia nacional. 

Temer ainda afirmou que os juros do cartão de crédito vão ser reduzidos de 480% para menos de 200% com as medidas do governo federal. Ele disse que a redução dos juros do rotativo do cartão, já anunciada pelo Planalto, foi aplicada após conversa com um cidadão de Tietê (SP), município onde Temer nasceu. 

"Ele disse: não aguento mais juros do cartão a 480%. Chamei a área econômica e disse: não é possível isso. Em dois ou três dias de diálogo com o sistema bancário, me permitiu pouco antes mesmo do Natal anunciar que não será mais 480%, será menos de 200%, que ainda é muito mas diminui quase pela metade", afirmou. O presidente também deu ênfase à queda progressiva dos juros, que, afirmou, estão tendo impacto nos juros dos bancos ao consumidor.

Recuperação. O presidente disse que o País está começando a sair da recessão econômica e que, depois disso, o Brasil tende a ter crescimento e alcançar o "pleno emprego".

"Pegamos o Brasil numa posição extremamente delicada, com uma recessão extraordinária e por isso digo sempre, o primeiro passo é superar a recessão. Superada a recessão é que vamos para o crescimento e do crescimento ao chamado pleno emprego. Essas são as fases que temos de atravessar", disse.

Ele falou ainda que, ao observar a inflação caindo de 10,70% para 6,3% ao longo do ano de 2016, é possível afirmar que a política econômica do governo está dando certo. "Nós estamos começando a sair da recessão", afirmou. Para Temer, o quadro repercute na queda da taxa de juros básica (Selic) e nos juros dos bancos. 

"Quando se verifica os juros começando uma queda, não só da Selic, mas isso naturalmente tem repercussão nos bancos, no Banco do Brasil, que já reduziu os juros, como estão sendo reduzidos todos os juros dos vários bancos", disse. 

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