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Mike Htuchings / EFE
Mike Htuchings / EFE

Temer pede à China fim de sobretaxas a frango e açúcar e abertura a processados de soja

Presidente ressaltou que houve receptividade à proposta por parte de Xi Jinping, e que durante o encontro também foram mencionados programas de privatização e concessões públicas

Felipe Frazão e Célia Froufe, enviados especiais a Joanesburgo, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2018 | 06h47
Atualizado 26 de julho de 2018 | 12h47

JOANESBURGO - O presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta quinta-feira, 26, que pediu ao líder da China, Xi Jinping, que retire a sobretaxa sobre exportações brasileiras de carne de frango e açúcar no país. Temer também apelou ao chinês para que abra o mercado a produtos derivados de soja processados, como óleo e farelo. Segundo ele, houve receptividade à proposta.

“Voltamos a tratar do aumento da cota de açúcar e do frango. Pedimos a ele (Xi Jinping) que deixe um pouco de lado, digamos, a sobretaxa que houve em relação ao frango e ao açúcar, para que possamos aumentar nossas exportações”, disse Temer, após deixar a reunião bilateral com o líder chinês na África do Sul, pouco antes da abertura da 10.ª Cúpula dos Brics.

Exportamos muita soja para a China, mas soja em grão. O que nós queremos, e ressaltei isso ao presidente Xi Jinping, é mandar os elementos processados, ou seja, óleo de soja e farelo de soja, o que naturalmente permite a industrialização no nosso País. E ele recebeu muito bem essas ideias. Concordou e vai mandar os técnicos examinarem. Essa é uma questão técnica. Não senti resistência.”

Temer destacou que a reunião bilateral de hoje foi o quinto encontro de negociação entre os líderes do Brasil e da China, no qual tratam principalmente das exportações de produtos agrícolas.

O presidente contou ter mencionado na reunião bilateral os programas de privatização e concessões públicas e pedido aumento de investimentos privados chineses, principalmente nos leilões previstos de distribuidoras de energia elétrica da Eletrobrás.

“Mencionei também a questão das concessões e privatizações que estamos fazendo, os investimentos chineses já existentes e outros, que ele disse que vai colaborar muito para investir bastante lá (no Brasil). Ferrovias, portos, aeroportos, linhas de transmissão e agora distribuidoras de energia”, afirmou Temer.

Conforme o Itamaraty, no encontro também foi abordada a instalação do Escritório Regional das Américas do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics (NBD), cujo acordo será assinado ainda nesta quinta-feira na cúpula. A sede será em São Paulo e haverá um escritório de representação em Brasília.

Abertura comercial

Temer também fez uma defesa da abertura econômica internacional dos países ao discursar na abertura da cúpula. "Só somos competitivos quanto somos abertos, a mais comércio, mais investimento e ideias mais arejadas", disse Temer.

Sem citar a disputa, Temer afirmou que as transformações em curso nas relações internacionais têm impacto direto no dia a dia das nações. Ele citou que o Brasil tem defendido os princípios do livre mercado.  

"Resgatamos a ideia do livre mercado com nossos sócios do Mercosul. Estamos eliminando barreiras, ao invés de erguê-las. Abrimos novas frentes com países da Aliança para o Pacífico, Coreia do Sul, Singapura, Canadá, Associação Europeia de Livre Comercio, Marrocos e Tunísia.

Temer também destacou que os avanços na negociação de um acordo entre o Mercosul e a União Europeia - que tem cerca de trinta pontos ainda em debate.

"Nunca estivemos tão perto de concluir o acordo Mercosul/União Europeia. Buscamos mais abertura e modernização de nossa economia", disse.

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