André Dusek/Estadão
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Temer quer votar Previdência em fevereiro mesmo que 'para perder'

Determinação do governo deve fazer com que os pré-candidatos pressionem seus partidos para votarem a favor do texto; no Twitter, presidente usa o déficit da Previdência Social como 'prova da necessidade' de se aprovar a reforma

Carla Araújo e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2018 | 17h01

BRASÍLIA - Mesmo com uma ala próxima do presidente Michel Temer já admitindo que a votação da reforma da Previdência pode ficar para depois das eleições, o próprio presidente relatou a interlocutores diretos neste fim de semana que é melhor votar em fevereiro “mesmo que para perder”. 

O governo sabe que não tem ainda os 308 necessários para aprovar a matéria, que tem previsão de ir a votação no dia 19 de fevereiro. A avaliação de Temer é que os deputados vão ser cobrados pelo seu posicionamento perante o tema e que é preciso que eles “mostrem a cara”. 

De acordo com um auxiliar do presidente, a determinação do governo em votar mesmo para perder fará ainda com que os pré-candidatos - como Geraldo Alckmin - pressionem seus partidos para votarem a favor do texto. 

++ Aprovação da reforma da Previdência até março pode gerar economia de R$ 6 bi, prevê secretário

No fim do ano passado, Temer ensaiou o discurso que adotará caso a matéria não seja aprovada, dirá que “fez sua parte” e que os parlamentares é que serão culpados pela continuidade de crise.

Déficit. Temer usou o Twitter segunda-feira, 22, para comentar o resultado do déficit da Previdência Social e reforçar o argumento de que a reforma que o governo pretende votar em fevereiro é fundamental para a economia do País.

“O déficit recorde de R$ 268,8 bi da Previdência Social em 2017 é mais uma prova da necessidade de um sistema previdenciário sustentável”, escreveu. “A aprovação da reforma vai garantir o equilíbrio das contas públicas e possibilitar mais investimentos, geração de emprego e renda”, completou.

Mais cedo, a Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda informou que o déficit da Previdência da União (INSS e servidores) atingiu R$ 268,798 bilhões em 2017. As contas do INSS registraram déficit de R$ 182,45 bilhões em 2017. 

Já o déficit da Previdêcia dos servidores da União foi de R$ 86,348 bilhões. O rombo do INSS cresceu 21,8%, uma alta de R$ 32,717 bilhões em relação ao verificado em 2016, quando o déficit ficou em R$ 149,7 bilhões.

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