Andre Dusek/Estadão
Andre Dusek/Estadão

Temer reúne equipe econômica à noite e anúncio da meta só deve sair amanhã

Área econômica quer déficit de R$ 150 bilhões, mas na área política há quem defenda um rombo de R$ 170,5 bilhões

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

06 Julho 2016 | 10h23

BRASÍLIA - O presidente em exercício, Michel Temer, ainda fará mais uma reunião nesta quarta-feira, 6, com membros da equipe econômica para fechar o número da meta fiscal de 2017, que deve ser anunciado apenas amanhã. A reunião será às 19h30 e contará com a presença da líder do governo no Congresso, senadora Rose de Freitas, dos senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Wellington Fagundes (PR-MT), este último relator do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, e do deputado Arthur de Lira (PP-AL), presidente da Comissão Mista do Orçamento (CMO).

Interlocutores de Temer afirmam que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o do Planejamento, Dyogo Oliveira, também participarão do encontro, embora o encontro não conste em suas agendas.

Após a reunião, Temer estuda chamar os líderes da Câmara e do Senado para apresentar a meta aos parlamentares. O formato ainda está sendo definido e, segundo fontes, pode ser uma reunião no Palácio do Planalto mesmo ou um jantar no Palácio do Jaburu. O convite seria mais um afago de Temer para reforçar a harmonia com os parlamentares. O governo quer enviar a proposta a tempo de votação no Congresso Nacional antes do prazo legal de 17 de julho para que os parlamentares entrem em recesso. Pelas regras, o Congresso não pode entrar em recesso sem aprovação da LDO.

A intenção de Temer era definir a nova meta fiscal ontem, mas não houve consenso na equipe. Enquanto a área econômica defende um déficit de R$ 150 bilhões, há na área política quem defenda, a exemplo do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, a repetição da meta deste ano, de rombo de R$ 170,5 bilhões, que ainda assim já imporia aperto adicional de gastos. Meirelles negou a divergência.

Segundo ele, a dificuldade para se fechar o número é a mesma que aconteceu na meta de 2016, por conta de uma série de variáveis que têm de ser estimadas. "Estamos agora trabalhando na receita e obviamente isso envolve diversos setores de atividade econômica, a retomada da confiança, o investimento, a infraestrutura. Temos de pensar também em privatização e venda de ativos", disse Meirelles.

Questionado se o aumento de impostos também está nesse horizonte, ele respondeu: "Estamos considerando e vamos divulgar as conclusões ainda esta semana". Meirelles disse ainda que os cálculos do governo visam divulgar o menor déficit possível. "Será uma meta realista e crível", repetiu.

O governo quer enviar a proposta a tempo de votação no Congresso Nacional antes do prazo legal de 17 de julho para que os parlamentares entrem em recesso. Pelas regras, o Congresso não pode entrar em recesso sem a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias.

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