Joédson Alves/EFE
Joédson Alves/EFE

Temer avisa aliados que não há espaço para 'concessões' em reformas

Em encontro no Palácio do Jaburu, que não estava na agenda oficial, presidente também falou em chamar ministros para conversar com bancadas

Tânia Monteiro e Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

23 de abril de 2017 | 17h51

Após mais de três horas de reunião no Palácio do Jaburu, o presidente Michel Temer disse a ministros e líderes da base aliada na Câmara que não haverá novas mudanças nos textos das reformas trabalhista e previdenciária. "Não há espaço para concessão", avisou o líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

No encontro, foi traçada a estratégia final para votação das duas reformas. Segundo o líder da Maioria na Casa, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), Temer disse que o governo considera os relatórios como produto final das negociações. A ordem, explicou Lelo, é começar as conversas finais com as bancadas e captar o sentimento dos deputados. Na segunda-feira, 24, Temer se reunirá com os ministros com influência na Casa e pedirá para que eles entrem diretamente nas conversas com os deputados. O presidente também pedirá que os ministros não agendem mais reuniões com os parlamentares em horário de votações importantes na Câmara.

Além de Aguinaldo e Lelo, participaram da reunião no Jaburu o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), os ministros Antonio Imbassahy (Governo), Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) e Henrique Meirelles (Fazenda). Na ocasião, Meirelles fez uma apresentação sobre a reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) e destacou que a economia brasileira já dá sinais positivos, mas que as reformas vão consolidar os avanços dos últimos meses.

Lelo explicou que a reunião foi para fazer um "ajuste de procedimentos", deixar claro que não haverá novas concessões nas propostas e envolver toda a base na reta final das votações das reformas. "Estamos no aquecimento da base. A base estava um pouco solta", disse o peemedebista. 

A reforma trabalhista deve ser votada na terça-feira, 25, na comissão e ir para o plenário no dia seguinte. Não está descartada a possibilidade de o governo pedir que os partidos da base aliada fechem questão para garantir os 308 votos na reforma da Previdência. 

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