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Temor com cenário externo amplia queda na Bovespa

Já o dólar, após cair 3,89% nos três dias anteriores, encerrou em alta, de 0,35%, a R$ 2,035

Claudia Violante, da Agência Estado,

21 de maio de 2009 | 17h41

Depois de dois dias de moderação, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) apresentou um movimento de realização de lucros - venda de ações para obter o ganho obtido nos últimos dias. No encerramento dos negócios, a Bolsa fechou com baixa de 2,26%. Na mínima do dia, o índice tocou os 49.565 pontos (-3,28%) e, na máxima, os 51.244 pontos (estabilidade). No ano, a Bolsa acumula ganhos de 33,39%.

 

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Já o dólar, após cair 3,89% nos três dias anteriores, encerrou em alta, de 0,35%, a R$ 2,035 no mercado à vista. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), subiu 0,44%, para R$ 2,036. A mudança de direção das cotações ocorreu em meio à oscilação e resultou muito mais da ampliação da queda da Bovespa durante à tarde do que de uma atuação forte do Banco Central, segundo o operador de câmbio Ovídio Pinho Soares, da Finabank Corretora.

 

A autoridade monetária deve ter comprado apenas cerca de US$ 55 milhões hoje, segundo operadores consultados em várias instituições, após uma ação incisiva ontem, quando adquiriu cerca de US$ 1,2 bilhão e impediu que a moeda furasse os R$ 2, embora não tenha desviado as cotações do terreno negativo. Apesar da valorização nesta quinta-feira, o dólar à vista apura em maio queda de 6,99% e, no ano, de 12,85%.

 

Cenário externo

 

O movimento de queda da Bovespa, segundo a sócia-gestora da Global Equity, Patrícia Branco, teve início ontem, com a ata da última reunião do banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve), que previu uma recessão mais profunda do que a originalmente prevista para os EUA em 2009. "Não houve tempo suficiente ontem para cair o que deveria", comentou a especialista, ao acrescentar que, hoje, o movimento se de vendas manteve com as notícias vindas do Reino Unido.

 

A agência de classificação de risco Standard & Poor's reduziu a perspectiva do rating do Reino Unido de estável para negativa, levando em conta a deterioração das finanças públicas do país. A notícia por si só já é ruim, mas também levantou o temor sobre o rebaixamento da dívida do governo dos EUA - e não só, de outras grandes economias também, ainda mais que houve um afrouxamento monetário justamente para fazer frente à crise financeira. Assim, as bolsas norte-americanas recuaram, ainda com os efeitos dos dados sobre os pedidos de auxílio-desemprego da última semana.

 

O Departamento do Trabalho até entregou um número melhor do que era previsto: queda de 12 mil no número de pedidos de auxílio-desemprego na semana até dia 16, ante previsão de queda de 7 mil. Mas o total de norte-americanos que recebiam auxílio-desemprego na semana encerrada em 9 de maio (o dado tem um atraso de sete dias) subiu em 75 mil, para 6,662 milhões de pessoas, o maior nível desde que o governo começou a acompanhar o dado, em 1967.

 

O índice Dow Jones terminou o pregão em queda de 1,54%, aos 8.292,13 pontos, o S&P recuou 1,68%, aos 888,33 pontos e Nasdaq 1,89%, aos 1.695,25 pontos. Em Londres, o índice de ações caiu 2,75%, para 4.345,47 pontos. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX recuou 2,74%, para 4.900,67 pontos. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve queda de 2,60%, para 3.217,41 pontos.

 

No Brasil, as ações da Petrobras perderam menos terreno que as da Vale. As ordinárias (ON, com direito a voto) recuaram 1,93% e as preferenciais (PN,sem direito a voto) 1,96%. À tarde, o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, disse que o pré-sal se viabiliza mesmo com o preço do petróleo abaixo de US$ 40 no mercado externo - o que não parece ser uma preocupação depois da avaliação de que o pior da crise já ficou para trás.

 

Vale ON terminou o dia em queda de 4,06% e Vale PNA, 2,97%. As siderúrgicas acompanharam o recuo: Gerdau PN perdeu 2,78%, Metalúrgica Gerdau PN, 3%, Usiminas PNA, 2,91%, e CSN ON 3,40%.

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