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Temor com futuro da Europa faz Bolsa ter perda de 0,4% no mês

Cenário:

CLAUDIA VIOLANTE , O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2011 | 03h08

A crise europeia voltou a pesar nos mercados ontem, deprimindo o apetite por risco e comprovando que o alívio da semana passada realmente foi de vida curta. A renovação do temor de um eventual rebaixamento da nota soberana da França e a continuação da ressaca com a falta de ação do Federal Reserve, o banco central norte-americano, fizeram com que os principais índices acionários mergulhassem no vermelho e puxaram o euro abaixo de US$ 1,30 pela primeira vez desde 12 de janeiro. Como resultado, a possibilidade de paridade euro/dólar voltou a ser tema de debate no mercado internacional.

Leilões de títulos soberanos na Europa teimam em mostrar que há, na prática, duas 'Europas' aos olhos dos investidores. Itália pagou a maior taxa para vender seus bônus desde a implementação do euro, ao passo que a Alemanha vendeu seus papéis com o retorno mais baixo ao investidor desde a criação da moeda única europeia.

A Bovespa reverteu o sinal positivo que acumulava no mês de dezembro, passando a ter perda de 0,40% no período, em meio a um forte giro financeiro, de R$ 23,041 bilhões, turbinado pelo vencimento de índice futuro e opções sobre Ibovespa. O Ibovespa caiu 1,47%, aos 56.646,87 pontos, na menor pontuação do dia. Petrobrás ON recuou 3,32% e a PN, -2,68%, ambas as ações na mínima do pregão. Em Nova York, o contrato do petróleo para janeiro desabou 5,18%, cotado a US$ 94,95 o barril. Vale ON caiu 1,58% e Vale PNA, -1,45%.

O dólar se aproximou de R$ 1,90 e reacendeu o alerta sobre uma eventual atuação do Banco Central (BC) no mercado. A última vez que o BC vendeu dólar no mercado à vista foi em 3 de fevereiro de 2009 (quando o dólar balcão terminou em R$ 2,32), enquanto que o último leilão de swap cambial (em que a autoridade assume no mercado futuro posição vendida em dólar e comprada em juro) ocorreu em 22 de setembro deste ano, quando a moeda ficou em R$ 1,91, informou um operador de tesouraria de um banco. O dólar reduziu o ganho no final para R$ 1,8740 (108%). No mês, a divisa acumula valorização de 3,59% e, no ano, de 12,62%.

Os juros futuros recuperaram prêmios que haviam devolvido pela manhã com a queda do IBC-Br em outubro, também conhecido como PIB do BC, pior do que o esperado pela maioria do mercado, mostrando que o ritmo da atividade continuou fraco no começo do último trimestre do ano. Segundo operadores, um movimento técnico guiou a elevação das taxas projetadas pelos juros futuros.

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