Temor com inflação e exterior deprime Bovespa na semana

A semana terminou tensa para os mercados, com ações em queda, dólar e títulos do Tesouro dos EUA em alta, configurando um quadro de aversão ao risco dos investidores. A busca por proteção foi amparada nos temores sobre impacto dos conflitos no Egito, onde manifestantes fazem protestos violentos contra o governo, e na decepção com o resultado do PIB norte-americano do 4ª trimestre, que avançou 3,2%. Em Wall Street, o Índice Dow Jones caiu 1,39%, o S&P 500 recuou 1,78% e o Nasdaq perdeu 2,48%.

Cenário: Claudia Violante, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2011 | 00h00

Na Bovespa, atormentada adicionalmente pelos persistentes temores sobre a inflação doméstica, o quadro foi mais grave. Abaixo dos 67 mil pontos e no menor nível desde 9 de setembro, a Bolsa brasileira cedeu 1,99%, aos 66.697,57 pontos, acumulando recuo de 3,52% na semana.

O nervosismo externo também prevaleceu no câmbio doméstico, após o mercado assimilar pela manhã o anúncio do Banco Central de que fará um leilão de dólar a termo na segunda-feira. A moeda dos EUA fechou na máxima de R$ 1,686 (+0,48%) no balcão, com avanço de 0,84% na semana.

Os juros futuros cederam em movimento de correção técnica, favorecido pelas declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em Davos, de que a autoridade monetária tem as ferramentas necessárias para lidar com a inflação.

A taxa para janeiro de 2012 caiu de 12,46% para 12,38%. O juro para janeiro de 2013 terminou em 12,84%, de 12,89% no ajuste anterior e, para janeiro de 2017, encerrou em 12,58%, mesmo nível do ajuste da véspera.

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