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Temor de alta da inflação mundial cresce na América Latina

Expectativa dos países da região sobre a elevação da taxa em 2011 passou de 3,1% para 3,4%

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

21 de fevereiro de 2011 | 08h25

O temor de um aumento da inflação mundial em 2011 cresceu entre os países latino-americanos, segundo a Sondagem Econômica da América Latina.

De acordo com as instituições, a previsão para a taxa de inflação mundial em 2011 saltou de 3,1% para 3,4% entre as previsões feitas em outubro para as estimativas apuradas em janeiro, para a elaboração da sondagem. Ainda segundo comunicado das entidades, expectativas de aumento na taxa de juros também estão associados à essa tendência.

Clima

Em janeiro deste ano, a avaliação dos especialistas sobre a economia latino-americana ficou estável. É o que mostrou nesta segunda-feira, 21, o Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina, que registrou 5,8 pontos, resultado idêntico ao da pesquisa anterior, realizada em outubro de 2010.

A conclusão consta da Sondagem Econômica da América Latina, feita em parceria pelo Institute for Economic Research at the University of Munich, ou Instituto alemão IFO, e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A sondagem é trimestral, e suas respostas são usadas para cálculo do ICE, que é calculado com base em uma escala de 0 a 9 pontos.

No resultado dos dois sud-indicadores que compõem o ICE, o Índice da Situação Atual (ISA) avançou de 5,8 para 5,9 pontos; e o Índice de Expectativas (IE) caiu na mesma magnitude que o avanço do ISA, e recuou de 5,8 para 5,7 pontos, de outubro de 2010 para janeiro de 2011.

Nos 11 países pesquisados para cálculo do indicador, seis registraram aumento no índice de clima econômico, de outubro para janeiro. É o caso de Chile, Equador, México, Paraguai, Peru e Uruguai. Cinco países, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Brasil e Argentina, apresentaram queda no clima econômico, no período. Porém, as quedas ocorridas no Brasil e na Argentina foram de menor intensidade do que as registradas nos três primeiros países, de apenas 0,1 ponto porcentual.

Guerra cambial

Brasil, Colômbia, Chile e México apostam em um risco cada vez maior de medidas protecionistas comerciais para conter possíveis desdobramentos de uma guerra cambial.

Em sua edição de janeiro, a sondagem realizou uma enquete especial sobre o tema "guerra cambial", não somente na América Latina, mas em todas as regiões, em escala mundial. O atual cenário cambial no mundo prenuncia o risco de medidas protecionistas comerciais para 70% dos especialistas consultados em todas as regiões pelas duas entidades.

Porém, a sondagem mostra que, na América Latina, este tema tem "peso diferenciado" entre os 11 países pesquisados. Nos quatro países citados anteriormente, incluindo o Brasil, 92% dos entrevistados concordam que existe um risco elevado de se adotar este tipo de medida protecionista. Porém, ao se consultar os analistas dos sete países restantes, dentro da sondagem (Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela) este porcentual cai para 78%, para esta mesma resposta.

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