Temor de novos cancelamentos pela China derruba soja nos EUA

Cenário: Gabriela Mello

O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2012 | 02h06

Prcupações de que os chineses podem cancelar mais compras puxaram para baixo as cotações da soja ontem na Bolsa de Chicago. Vendas desencadeadas por análises de gráficos exerceram pressão adicional sobre o mercado na volta do Natal. Em meio a poucos negócios, participantes do setor olharam com desconfiança para as notícias de demanda divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Entre elas, governo americano anunciou vendas de 115 mil toneladas para China e 108 mil toneladas para destino não identificado no ano comercial 2012/13. O USDA também informou que 1,21 milhão de toneladas da oleaginosa foram inspecionadas para embarque na semana encerrada em 20 de dezembro, mais que as 1,12 milhão de toneladas apuradas na semana anterior. Mesmo assim, o contrato março, atualmente o mais negociado, encerrou em baixa de 17,25 cents (1,2%), cotado a US$ 14,2450 por bushel. Na mesma bolsa, o milho caiu 1,56% com um sentimento de aversão ao risco e fracos dados de exportação. Mas foi o trigo que liderou as perdas em Chicago, com 2,43%.

Em Nova York, o suco fechou em baixa pelo quarto pregão consecutivo por causa da falta de riscos climáticos para os pomares da Flórida, principal Estado produtor de citros dos EUA. Na mesma direção, o cacau terminou perto da mínima em cinco meses devido às condições climáticas favoráveis na África Ocidental. Na contramão, o café arábica avançou 0,88%, enquanto o açúcar subiu 0,16% e o algodão registrou valorização de 0,86%.

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