Temor de recessão derruba Bolsas asiáticas na abertura

Notícias de agravamento da crise e mudança de foco do plano de resgate dos EUA refletem nos mercados

Agências internacionais,

13 de novembro de 2008 | 02h29

As Bolsas asiáticas abriram o pregão desta quinta-feira, 12, com fortes perdas, após a derrubada dos mercados europeus e americanos com as notícias de agravamento dos efeitos da crise global e a mudança de foco do Tesouro americano no plano de US$ 700 bilhões para resgatar instituições financeiras. Veja tambémDe olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise Entenda a disparada do dólar e seus efeitos O índice Nikkei da Bolsa de Valores de Tóquio abriu em baixa de 344,29 pontos (3,96%), aos 8.351,22 pontos. Já o Topix, que reúne as ações mais negociadas, baixou 35,85 pontos (4,09%), até 839,38 pontos. Às 9h25 (hora local), o Nikkei já amargava 436,70 pontos de perda (-5,02%) a 8.258,81 pontos. O dólar abriu negociado a 94,78 ienes no mercado de divisas de Tóquio, frente aos 97,94 ienes da jornada anterior. O euro era negociado a 118,05, frente aos 123,46 ienes. Com o dólar, a moeda européia era trocada a US$ 1,2455. Em Seul, o indicador Kospi baixava de 49,11 pontos (4,37%), para 1.074,75. O índice de valores tecnológicos Kosdaq caía 12,22 pontos (3,8%), aos 311,02. Em Hong Kong, o índice Hang Seng perdia 870,16 pontos (6,24%), aos 13.068,93. Na Europa as notícias também não foram favoráveis nesta quarta-feira, 12. O Banco da Inglaterra (BoE) avisou que o PIB do Reino Unido caiu 0,5% no terceiro trimestre, o que indica que a economia da região entrou no segundo semestre com recessão. Além disso, o número de pedidos de auxílio-desemprego na região aumentou 36.500 em outubro, na maior alta desde dezembro de 1992 e no nono mês consecutivo de avanço. Nos EUA, as declarações do secretário do Tesouro, Henry Paulson, sobre o Tarp (Troubled Assets Relief Program) reforçaram o mau humor do mercado. Ele afirmou que a compra de ativos podres não é o melhor uso do Tarp, que é o programa de socorro financeiro de US$ 700 bilhões criado por ele mesmo justamente com essa função. Paulson disse ainda que poderá levar semanas para que os técnicos do governo norte-americano elaborem um programa de liquidez para títulos lastreados em ativos.

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