Temor de recessão derruba bolsas européias na abertura

Bolsa de Londres caía 54,47 pontos (-1,29%) e no mercado de Frankfurt, DAX 30 baixava 2,5%

Agências internacionais,

22 Outubro 2008 | 06h45

 As Bolsas européias abriram o pregão em baixa nesta quarta-feira, 22, com o aumento do temor de que a economia americana entre em recessão e seguindo as bolsas asiáticas que fecharam em baixa. Além disso, na terça-feira, o presidente do Banco da Inglaterra (BoE, o banco central inglês) afirmou que a economia britânica parece estar entrando em recessão.   Veja também Bolsas asiáticas desabam seguindo perdas de Wall Street Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise    O índice FTSE-100 da Bolsa de Londres caía 54,47 pontos (1,29%), aos 4.175,26. Já o índice S&P/MIB de Milão operava nos primeiros minutos do pregão em baixa de 1,89%, aos 21.459 pontos. Enquanto o índice geral Mibtel registrava queda de 1,83%, para 16.053 pontos.   Em Frankfurt, o índice DAX 30 baixava 2,5%, aos 4.663 pontos. O índice geral SMI (Swiss Market Index) de Zurique perdia 128,7 pontos (2,08%), para 6.056,78.   O índice Ibex-35 da Bolsa de Madri caía 238 pontos (2,43%), aos 9.557. E o Índice Geral de Madri registrava na abertura uma queda de 2,32%, para 1.024 pontos.   Nesta quarta-feira, os mercados asiáticas abriram em baixa também. As Bolsas encerraram o pregão em fortes baixas. Tóquio perdeu -6,78%, Seul -5,14%, Hong Kong -5,42%; Bangcoc -1,95%; Jacarta -4,32%; Manila - 1,12%; Cingapura -4,93%, Xangai -3,58% e Sydney -3,09%.   O temor sobre uma recessão da economia americana aumentou depois que um grupo de empresas importantes dos EUA advertiram sobre maiores complicações no futuro por causa da crise financeira.   O presidente do banco central inglês, Mervyn King, disse que a economia britânica parece estar entrando em recessão. Para ele, o BoE precisa focalizar seus esforços não na inflação atual "preocupantemente elevada", mas em sua perspectiva para o médio prazo, quando o aperto do crédito e os preços das matérias-primas (commodities) se fizerem sentir.   As declarações de King indicam uma mudança em sua visão sobre a perspectiva da economia e sinalizam a abertura da possibilidade de novas reduções na taxa básica de juros da Inglaterra, atualmente em 4,5% ao ano, no curto prazo.

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