Temor sobre Egito eleva petróleo e derruba bolsas da Ásia

As bolsas de valores da Ásia fecharam em baixa nesta segunda-feira, pressionadas pela crise no Egito que impulsionou os futuros do petróleo tipo brent para perto dos 100 dólares o barril.

REUTERS

31 de janeiro de 2011 | 07h47

Mais de 100 pessoas morreram durante seis dias de protestos no Egito contra o presidente Hosni Mubarak.

Uma conflagração do conflito para uma área maior da região ameaça a produção de petróleo em um momento em que formuladores de políticas monetárias em mercados emergentes já se preocupam com preços em alta de alimentos e combustíveis.

"Conforme a instabilidade prossegue, a reação do investidor é provavelmente de impulsionar os preços do petróleo e dos Treasuries e sair de ações", disse Mohamed El-Erian, co-chefe de investimentos da gigante global Pimco.

A bolsa de Tóquio fechou em queda de 1,2 por cento, chegando a atingir mais cedo o menor nível desde o início de dezembro.

Enquanto isso, o índice MSCI que reúne bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão mostrava queda de 0,97 por cento às 7h40 (horário de Brasília), a 471,55 pontos. As vendas se concentravam nos setores de varejo, indústria e matérias-primas.

Os mercados na Indonésia e Filipinas foram os mais atingidos pelo mau humor desta segunda-feira, recuando 2,1 e 2,6 por cento, respectivamente. Estas praças ficaram entre os maiores ganhos na Ásia no ano passado e o aumento da aversão a risco tem incentivado os investidores a realizarem lucros.

A bolsa de Xangai fechou em alta de 1,38 por cento, a 2.790 pontos. Em Hong Kong, houve baixa de 0,72 por cento, a 23.447 pontos.

"A Ásia vai começar a se descolar muito rapidamente e mesmo no Oriente Médio vai haver distinção entre países", disse Vijay Chander, estrategista de crédito no Standard Chartered Bank.

Em Seul, a bolsa caiu 1,81 por cento, Taiwan não operou. A bolsa de Cingapura caiu 1,55 por cento e Sydney teve perda de 0,44 por cento.

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