Temos dia de glória, sucesso e realização, diz Magliano

Presidente da Bovespa Holding diz que isenção da CPMF para ações foi divisor de águas para o mercado

Daniela Milanese e Ana Paula Ragazzi, da AE,

26 de outubro de 2007 | 14h44

"Hoje é um dia de glória, sucesso e realização." Com essa frase, o presidente do conselho de administração da Bovespa Holding, Raymundo Magliano Filho, resumiu o sentimento diante da estréia da empresa no pregão brasileiro. Bastante emocionado, ele relembrou o processo de desenvolvimento do mercado que culminou no maior oferta pública inicial (IPO) da história do País, no valor de R$ 6,6 bilhões.  Nessa trajetória, Magliano coloca a isenção da CPMF para as operações com ações, em 2002, como um divisor de águas que possibilitou o avanço do mercado de capitais. "Hoje a Bovespa participa cada vez mais do desenvolvimento do País." Segundo o presidente da Bovespa, a transparência, o acesso, a visibilidade e a responsabilidade socioambiental são os pilares da estratégia da empresa. Os projetos lançados pela Bolsa nos últimos anos buscaram atender esses princípios e atingir a democratização do mercado de ações. Entre as iniciativas, ele citou o Home Broker, que permitiu o crescimento da participação de pessoas físicas no pregão, o "Bovespa vai até você" e o "Mulheres em Ação", além de iniciativas nas áreas sociais, ambientais e de educação. Magliano fez ainda uma lista de agradecimentos aos profissionais do mercado e também aos envolvidos na operação de IPO. "Estamos muito emocionados. Os profissionais que trabalham no mercado estão com o coração batendo mais forte." Além das corretoras, bancos coordenadores (Credit Suisse e Goldman Sachs) e entidades do mercado, ele lembrou do esforço realizado pelo diretor Gilberto Mifano, que "perdeu 22 quilos nesse trabalho insano de um ano e cinco meses" - tempo que levou o processo de desmutualização. Ele também agradeceu a presença de seu filho no evento desta sexta-feira. "Minhas filhas estão com crianças pequenas e não puderam vir." Magliano fez uma menção ainda ao órgão regulador e classificou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) como "a grande instituição que contribuiu para a respeitabilidade do mercado, graças à fiscalização e eficiência". Para ele, a atual presidente do órgão, Maria Helena Santana, dá um "toque especial (à CVM) que só as mulheres têm". Presente ao evento, Maria Helena não quis falar com a imprensa. "Só vim dar um abraço nos amigos", disse a presidente da autarquia. Sempre citando seus filósofos favoritos - Hannah Arendt, Norberto Bobbio e até Immanuel Kant -, Magliano afirmou que a Bolsa será uma "empresa cidadã". "A Bovespa vai muito bem e o mercado também, mas o País tem problemas de distribuição de renda e violência e não podemos estar alheios a isso", afirmou. Segundo ele, o conselho de administração já aprovou a continuidade dos programas sociais por meio do Instituto Bovespa. O presidente contou que as corretoras doaram parte das ações da Bovespa Holding aos funcionários da casa. Magliano foi bastante aplaudido pelos executivos e representantes de instituições do mercado, que lotaram o Espaço Bovespa nesta sexta-feira, num evento bastante concorrido. A cerimônia foi aberta, às 10 horas, com a execução do Hino Nacional pelo pianista Nelson Ayres, acompanhado de coral.

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