Temos dois anos para captar US$ 5 bilhões, diz Gabrielli

Dinheiro será necessário para pagar empréstimo-ponte feito com bancos para manter investimentos

Danila Milanese, da Agência Estado,

30 de janeiro de 2009 | 12h36

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou que a empresa tem dois anos para captar US$ 5 bilhões para pagar empréstimo-ponte feito com os bancos. Segundo ele, que participa do Fórum Econômico Mundial, em Davos, não existe a necessidade de levantar U$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre.   Veja também: O caminho até o pré-sal Mapa da exploração de petróleo e gás De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Durante o anúncio do plano estratégico, com previsão de investimentos de US$ 174,4 bilhões no período 2009-13, o diretor Financeiro da companhia, Almir Barbassa, afirmou que a estatal poderia fazer uma captação ainda no primeiro trimestre. "Estamos praticamente financiados para 2009", afirmou. Segundo Gabrielli, captações serão feitas quando a oportunidade aparecer.   Na avaliação do presidente da Petrobras, o plano estratégico anunciado pela empresa demandará um trabalho financeiro nos próximos dois anos. "Para 2010, achamos que é possível financiar os investimentos previstos", disse. Conforme o presidente da Petrobras, o plano é viável e ousado, ao contrário do que vêm falando os analistas de mercado. Alguns fizeram duras críticas, chegando a afirmar que o plano da Petrobras é irreal e que para sua concretização seria necessário ou o preço do barril subir, para aumentar a geração de caixa da empresa, ou os custos serem reduzidos.   O argumento de Gabrielli é que a Petrobras consegue trabalhar com um preço do barril mais baixo, por ser competitiva. "Conseguimos atuar com o petróleo a US$ 45 porque somos mais produtivos", afirmou.   Na quinta-feira, o presidente da britânica BP, Tony Hayward, afirmou que a faixa exigida para a commodity seria entre US$ 60 a US$ 80 para viabilizar projetos, inclusive no Brasil. Mas Gabrielli afirmou que o executivo da concorrente estava se referindo a uma média dos custos de projetos em águas profundos no Golfo do México, no mar do Norte e também no Brasil. "A BP não tem experiência no pré-sal brasileiro. O nosso custo é muito mais baixo", afirmou. A BP não participa em nenhum bloco no pré-sal brasileiro.

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