Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Temos o objetivo de conter uma segunda rodada de inflação, diz diretora do BC

Diretora Fernanda Guardado afirma que o Banco Central fará tudo o que for possível para trazer a inflação para a meta em 2022

Lorenna Rodrigues, Brasília

11 de outubro de 2021 | 17h06

A diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central (BC), Fernanda Guardado, disse que a autoridade monetária trabalha para conter uma "segunda rodada" de inflação.

"Nossa intenção é trazer a inflação para a meta em 2022. Faremos tudo o que pudermos para trazer a inflação para a meta ano que vem", afirmou Fernanda.

Em evento virtual paralelo à Reunião Anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), a diretora acrescentou que ainda há muitas incertezas relacionadas à pandemia, o que deixa o trabalho do BC ainda mais desafiador.

"Nosso principal trabalho é manter a inflação controlada. Claro que haverá consequências para o crescimento, mas controlar a inflação é importante para o crescimento no longo prazo", completou ela.

A diretora do BC disse que as expectativas negativas estão impactando o câmbio no Brasil e na região e que o aumento dos juros tem efeito no câmbio. "A inflação está concentrada em alimentos e energia. Pressões inflacionárias são temporárias. Está demorando mais do que imaginávamos, mas não acho que será uma fonte permanente."

Piora é temporária

Fernanda disse ainda que a piora no cenário fiscal durante a pandemia é temporária e que as necessidades de gastos extras com a pandemia é menor à frente. Ela completou que as incertezas no cenário fiscal tiveram impacto nas expectativas de inflação. "Até agora o fiscal tem sido bem ok, receitas vindo acima do esperado", completou.

Ela previu um aumento nos preços dos serviços com a reabertura da economia, mas disse que, com a taxa de desemprego alta, há uma margem para conter esse encarecimento.

Ressaltou que os países têm saído da pandemia com um endividamento maior, o que pode ser um desafio adicional para o crescimento econômico. "Temos de focar nos fundamentos para enfrentar endividamento maior."

Questionada, a diretora admitiu que a desaceleração da China pode afetar as exportações brasileiras, mas disse que 2020 e 2021 até agora têm sido bons anos.

 

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