Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

'Temos que olhar nossa capacidade fiscal', diz Mourão sobre prorrogação do seguro-desemprego

Representantes dos trabalhadores no Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador querem mais duas parcelas do benefício para quem for demitido durante a pandemia; equipe econômica é contra

Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2020 | 11h48

BRASÍLIA - O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta sexta-feira, 25, que é preciso avaliar a capacidade fiscal do País para uma possível prorrogação do seguro-desemprego a trabalhadores demitidos durante a pandemia da covid-19. Para ele, uma medida de ampliação do benefício não pode ser feita "de afogadilho". 

Como o Estadão/Broadcast mostrou, representantes dos trabalhadores no Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) querem prorrogar o pagamento do seguro por mais duas parcelas. A equipe econômica é contra a ideia, mas suspendeu na quinta-feira, 25, a votação sobre o assunto e pediu prazo de 15 dias para apresentar uma nova proposta.

"Tem que olhar essa nossa capacidade fiscal. Não pode ser coisa de afogadilho. Todos vocês sabem que nós vivemos uma crise fiscal séria. Não podemos aumentar a dívida de forma desmesurada, então tem que buscar qual é a melhor solução para que isso seja pago", disse Mourão.

O custo estimado para o pagamento de duas novas parcelas, segundo cálculos da equipe econômica, seria de R$ 16,7 bilhões. Comparado com agosto, a primeira quinzena de setembro registrou queda 11,6% no número de pedidos do seguro-desemprego, segundo dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho.

Questionado sobre o assunto, Mourão disse que a economia "deu uma melhorada". Segundo ele, as medidas adotas pelo governo, como o auxílio emergencial e o crédito para micro e pequenas empresas, "terminaram por surtir efeito e a queda que se esperava na economia não foi tão grande assim".

"O Brasil foi um dos países que menos perdeu no segundo trimestre do ano, que foi o trimestre mais crítico", comentou. "Vamos lembrar que, inicialmente, a previsão é que a gente teria uma queda neste ano de 9%, hoje já tá em 5%, governo aposta em 4,7%. Vamos aguardar o final do ano." 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.