Temos que ter cautela sobre 'Pão de Açúcar', diz Lobão

Ministro não confirma informação e diz que recomendou à Petrobras que assumisse posição sobre o assunto

Gerusa Marques, da Agência Estado,

14 de abril de 2008 | 17h14

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta segunda-feira, 14, que é preciso ter cautela a respeito das informações sobre a extensão da reserva petrolíferas da área conhecida como "Pão de Açúcar". O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, anunciou, pela manhã, que essa nova reserva é cinco vezes maior do que o campo de Tupi, descoberto no ano passado.  Veja também:Descobertas em Santos dependem de estudo, diz PetrobrasÁrea na Bacia de Santos pode ter até 5 vezes o volume de TupiPetrobras dispara com notícia sobre descoberta. É hora de comprar?Acompanhe online a cotação das ações da PetrobrasA história e os números da PetrobrasA maior jazida de petróleo do PaísA exploração de petróleo no Brasil "Eu não desejo desmentir nem confirmar", disse Lobão, após empossar o novo diretor do programa "Luz Para Todos", Hélio Morito. O ministro contou ter recomendado à Petrobras que assumisse uma posição oficial sobre o assunto, em nome do governo, "e que tranqüilizasse, de todas as maneiras, o mercado, seja do ponto de vista da prudência, seja do ponto de vista das medidas que ainda terão que ser tomadas para uma avaliação mais segura." Ao chegar ao ministério para a posse de Morito, Lobão evitou falar do assunto, e só respondeu perguntas a respeito ao ser abordado novamente por jornalistas, ao final da cerimônia. O ministro disse que esse é um assunto que vem sendo acompanhado há algum tempo, mas que o governo ainda não tem informações completas a respeito. "Somente depois da avaliação de todos os dados é que estaremos em condições de emitir um pensamento conclusivo sobre essa matéria", disse Lobão. Ele explicou que há reservas de petróleo em estudo espalhadas por todo o Brasil e que os anúncios a respeito de sua extensão só devem ser feitos quando o governo tiver segurança sobre os dados. Questionado se o anúncio feito por Haroldo Lima foi ou não apressado, Lobão respondeu: "Não quero julgar o comportamento da ANP. Quero apenas dizer que o que se vai fazer daqui por diante é com a segurança devida, que a responsabilidade nossa impõe." Apesar de não Lobão não ter declarado isso expressamente, o anúncio de Haroldo Lima, segundo fontes ouvidas pela Agência Estado, causou constrangimento em setores do governo.

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