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Temporários seguram emprego

Os economistas dizem que o grande teste para o comércio será o Natal. Por enquanto, não há sinais fortes de crise nas lojas, supermercados e shoppings centers, ao contrário do que se vê no restante da economia. Isso porque ele é menos dependente de crédito do que os outros. O que vai acontecer no próximo ano, poucos arriscam prever. No momento, os fatores sazonais jogam a favor. "No fim do ano ainda tem emprego temporário. Mas acredito que o comércio que vende eletroeletrônicos vai sofrer mais e o que vende alimentos vai sofrer menos", diz o economista Roberto Macedo, professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA), da USP.A rede Pão de Açúcar, segunda maior do País, não mudou os planos em razão da crise. Contratou 5 mil funcionários temporários para trabalhar entre novembro e dezembro e vai iniciar o ano com 7 mil empregados com carteira assinada a mais que em janeiro de 2008. O plano estratégico para o ano que vem, feito há três meses, foi mantido, segundo a diretora de recursos humanos do Pão de Açúcar, Claudia Elisa. "A gente ainda não está sentindo um forte impacto de diminuição de vendas. Mantivemos as condições de crédito e lançamos algumas ofertas agressivas para o Natal porque nós temos caixa", diz a executiva. "É uma situação privilegiada. É um momento para tirar vantagem disso." Os alimentos respondem por 75% do faturamento da rede. Os eletroeletrônicos, cerca de 10%. Nesta semana, Marcelo Carvalho, presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) e controlador da Ancar Ivanhoe - com 15 shoppings no portfólio -, vai visitar seus sócios no Canadá para definir os investimentos de 2009. As expectativas para o setor são boas. "Nós estamos prevendo crescimento. Nossos sócios, que tem investimentos em shoppings em diversos países, dizem que nós somos os mais otimistas do mundo", diz Carvalho. O Iguatemi, que detém participação em 11 shoppings centers, informou na sexta-feira que espera um crescimento de 35% na sua receita líquida neste ano. Para 2009, as previsões são mais conservadoras, entre 9% e 12%. O grupo tem cinco shoppings em construção.

, O Estadao de S.Paulo

29 de novembro de 2008 | 00h00

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