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Tempos bélicos na relação FMI e Argentina, diz Financial Times

Uma reportagem do jornal britânico Financial Times, desta quarta-feira, estima que virão tempos bélicos na relação entre a Argentina e o Fundo Monetário Internacional (FMI). "O FMI vai enfrentar, nas próximas horas, a difícil decisão de continuar ou não com seu programa de créditos com a Argentina, o terceiro maior devedor do organismo", inicia o texto."A Argentina deve ao FMI entre US$ 14 bilhões a US$ 15 bilhões, quer prorrogar seu atual programa de pagamento de dois anos para quatro anos e que o FMI fixe menos requisitos estruturais e se centre em metas macroeconômicas", lembra o jornal questionando se o FMI deveria aceitar o pedido.O Financial Times afirma que "um dos maiores problemas do Fundo é que sua decisão será considerada como algo mais que uma declaração sobre a sustentabilidade da dívida do país. O diretório também decidirá se o país atuou de boa fé com os detentores de bônus, tema que o regulamento do FMI o obrigava a considerar antes de outorgar empréstimos a um país em moratória com seus credores privados".Embora o governo argentino tenha afirmado que o swap precisa obter somente 50% de adesão para ser considerado aceitável, o FMI acredita que esse número tem que ser maior. Por isso, o jornal cita que um diretor executivo do FMI disse que "com uma aceitação de 60-65%, para o Fundo, seria muito difícil dizer que o país atuou de boa fé".Para completar, a reportagem diz que "em algum ponto, Argentina tem que voltar aos mercados de capital internacionais e atrair investimento em setores como bancos e energia. Para ambos, é vital avançar com a reforma estrutural. Com ambos lados tomando posições duras e o swap (troca) da dívida em suas mentes, 2005 será outro ano muito difícil na longa e arisca relação Argentina e FMI".

Agencia Estado,

02 de fevereiro de 2005 | 16h10

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