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Tendência do IPC-S é de desaceleração, afirma FGV

Analista diz que ainda é preciso ter cautela porque existem pressões do grupo alimentação

Flavio Leonel, da Agência Estado,

24 de agosto de 2009 | 15h01

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), Paulo Picchetti, afirmou nesta segunda-feira, 24, que a tendência para o comportamento da maior parte da inflação registrada pelo indicador da Fundação Getúlio Vargas (FGV) é de desaceleração no curto prazo. Em entrevista à Agência Estado, ele ressaltou, entretanto, que existem pressões em determinados segmentos do grupo Alimentação, especialmente da parte In Natura, capazes de impedir taxas ainda menores para o índice geral. "Notamos a maioria dos grupos em desaceleração, mas a Alimentação está, mais uma vez, introduzindo um ruído no indicador, já que conta com alguns movimentos de alta", comentou.

 

Nesta segunda-feira, a FGV informou que o IPC-S da terceira quadrissemana do mês (últimos 30 dias encerrados em 22 de agosto) apresentou taxa de 0,21% ante taxa de 0,26% da segunda medição do mês (30 dias terminados em 15 de agosto). No período, dos sete grupos pesquisados pela FGV, apenas a Alimentação mostrou aceleração, com uma variação de 0,23% ante 0,12%. O grupo Habitação, por sua vez, que possui grande peso na composição do índice geral, apresentou alta de 0,44% ante variação de 0,57% da segunda quadrissemana, em claro movimento de desaceleração, refletindo basicamente a redução gradual da pressão do item Energia Elétrica (alta 1,73% contra variação anterior de 2,87%).

 

De acordo com Picchetti, dentro da própria Alimentação, há um confronto de forças com movimentos contrários impedindo uma análise definitiva sobre o comportamento futuro do grupo. "É aquela coisa surreal, pois, de novo, os segmentos de Hortaliças e Legumes (alta de 0,55% ante queda de 2,09%) e de Frutas (elevação de 6,94% ante variação de 5,16%) estão pressionando para cima, refletindo aquela tradicional volatilidade", destacou. "Mas o único comportamento mais consistente do grupo vai justamente no sentido contrário", salientou, referindo-se à queda de 2,23% que o segmento de Laticínios mostrou na terceira quadrissemana de agosto ante a baixa de 0,62% da medição anterior.

 

Para o coordenador do IPC-S, apesar de o comportamento da Alimentação impedir uma análise mais detalhada para o futuro do grupo e do próprio índice, o comportamento da inflação ao consumidor ainda é bastante tranquilo, não havendo, atualmente, sinais de pressões capazes de trazê-la para níveis preocupantes. "Mesmo assim, há um comportamento benéfico para o índice, com sinais de desaceleração, pois os itens que estão subindo são voláteis, enquanto os que estão caindo mostram um movimento mais claro de tendência", avaliou.

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