Tendência é manter a atividade por mais tempo

Nem todo mundo está disposto a continuar trabalhando aos 75 anos, ou mesmo 65. Nos Estados Unidos, 4 a cada 10 pessoas acabam se aposentando mais cedo do que planejavam, muitas vezes por problemas de saúde ou pela necessidade de cuidar de um membro da família, de acordo com estudo da especialista no assunto Anna Rappaport.

, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2011 | 00h00

Na verdade, o conceito de aposentadoria é um fenômeno relativamente novo - produto do aumento da expectativa de vida no século passado e dos programas de apoio social dos governos.

Em muitos países, homens idosos estão trabalhando menos do que costumavam, enquanto que as mulheres estão trabalhando mais. Milhões de pessoas ainda se aposentam relativamente jovens - ou por opção ou porque é cada vez mais difícil encontrar trabalho. Mas, na média, a tendência mais recente é no sentido de as pessoas continuarem ativas mais tempo.

O motorista de caminhão do Alabama, J.B. Wiley, fica irritadíssimo quando se fala nos EUA em elevar a idade da aposentadoria. Ele trabalhou a vida inteira com os olhos fixos num número mágico: 62, idade mínima para ter direito ao benefício.

A nova aposentadoria significa que algumas decisões difíceis terão de ser tomadas por indivíduos como Wiley e governos em todo o mundo.

Os Parlamentos terão de reformular os sistemas previdenciários em perigo. E os estrategistas políticos terão de criar novas fórmulas para que trabalhadores de todas as idades se tornem mais especializados e produtivos.

Corrida contra o relógio. O que está claro, afirmam especialistas em previsões fiscais, é que muitos países têm poucas possibilidades de se adaptar antes de essa transformação demográfica ser sentida. "O nível de vida em muitos países deverá declinar, a menos que a mão de obra se torne mais produtiva ou seja expandida", foi o alerta de pesquisadores num relatório apresentado no Fórum Econômico Mundial em 2009.

O estudo insistiu numa mudança no modo de pensar, ou seja, em vez de "desafio" que se fale em "oportunidade", afirmando que uma ação é urgente, mas que o pensamento criativo sobre aposentadoria, assistência médica e políticas para o local de trabalho podem fazer uma grande diferença.

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